segunda-feira, 2 de julho de 2012

Marcha pela Educacao em Santa Maria




A Marcha  pela Educação pública de Santa Maria, que irá ocorrer na SEXTA-FERA,  06/07, é uma mobilização que vem sendo construída por diversas  entidades, sindicatos, movimentos sociais e coletivos ligados à  educação, que têm por objetivo aglutinar amplas camadas da população em  torno da luta por transformações que melhorem a educação no Brasil, como  ma is investimentos, valorização dos  profissionais, maior qualidade, expansão do acesso, além do debate sobre  o modelo de educação que queremos e necessitamos.

Marcha no Facebook: https://www.facebook.com/events/358073657598497/




Quem constrói a marcha?

 SEDUFSM (Sindicato dos docentes da UFSM )
 CPERS – Sindicato
 ASSUFSM (Associação dos servidores da UFSM)
 SIMPROSM (Sindicato dos professores municipais)
 COMANDO DE GREVE ESTUDANTIL DA UFSM
 SINDESEF (Sindicatos dos servidores públicos federais)
 DCE UFSM
 DCE UNIFRA
 COLETIVO AFRONTA
 SINASEFE (Sindicato nacional dos servidores da Educação básica, profissional e tecnológica)
 CUT
 CSP -CONLUTAS
 PRÁXIS – COLETIVO DE EDUCAÇÃO POPULAR
 CORAP
 MOVIMENTO NACIONAL DE LUTA PELA MORADIA
 COLETIVO VOE
 RECID (Rede de Educação Cidadã)

 Quais são nossas bandeiras?

 Marchamos por pautas específicas levantadas pelas entidades que  constroem a marcha. Além disso, há cinco pautas gerais que são  necessárias para transformar e melhorar a educação no país e dão unidade  a todos os setores engajados na construção da marcha, são elas:

 - 10% DO PIB PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA JÁ
 - ACESSO E PERMANÊNCIA PARA TODOS OS BRASILEIROS, EM TODOS OS NÍVEIS DA EDUCAÇÃO PÚBLICA
 - VALORIZAÇÃO DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO
 - EDUCAÇÃO COMO DIREITO, NÃO COMO MERCADORIA: CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES
 - EDUCAÇÃO VOLTADA PARA AS NECESSIDADES DO POVO, NÃO PARA O MERCADO

 Como irá funcionar a marcha?

 Nesta semana estaremos passando em escolas, universidades e cursinhos  para mobilizar para a marcha. Na sexta-feira, nossa concentração começa  às 13h30min na BIBLIOTECA MUNICIPAL (Av. Presidente Vargas), e a marcha  começa às 15h30min. No trajeto passaremos pela 8° coordenadoria regional  de educação do estado do Rio Grande do Sul, Antiga reitoria da UFSM,  Gabinete do prefeito e terminamos com uma apresentação de teatro e um  ato-show na praça Saldanha Marinho.

 A marcha tem caráter de  cobrança ao poder público e de informação para sociedade sobre a  situação atual da educação e sobre as alternativas propostas por nós  para transformá-la. Além disso, nossa marcha será marcada pela animação e  a alegria, pois entre a luta e a festa não há contradição!

  Convidamos a todas e a todos para integrar esse grande movimento.  Esperamos encher as ruas de Santa Maria com muita esperança, alegria e  luta a por transformações na sociedade, pois a história nos mostra que  as melhorias necessárias não são frutos da vontade dos poderosos, mas  sim da mobilização popular.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Radio Comunitaria entrevista candidato


Rádio Comunitária Zumbi vai radicalizar


O entrevistado do programa Alô Comunidade! neste sábado (19) é Antonio Radical, pré-candidato a prefeito de João Pessoa pelo PSTU, um rapaz que, conforme diz o próprio nome, radicaliza geral.

Antonio Radical está há 25 anos na luta dos trabalhadores. Participou das grandes mobilizações em João Pessoa, lutando por transporte público de qualidade, educação e saúde. Entre suas bandeiras, destaque para a estatização das empresas de transporte público e implantação do passe livre para estudantes e desempregados.

O que pensa Antonio Radical das rádios livres e comunitárias?
Escute hoje pelas ondas da Rádio Tabajara da Paraíba AM (1.110) ou em tempo real pelo link:
Logo após, a edição do Alô comunidade! será disponibilizada pelos blogs:

 O “Alô Comunidade” é produzido pela Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e transmitido pela Rádio Tabajara (1.110 AM), reproduzido por sete rádios comunitárias e diversos blogs e sites.
O programa vai ao ar todos os sábados às 14h, com apresentação e produção de Dalmo Oliveira, Fábio Mozart e Adriana Felizardo, reportagem de Fabiana Veloso e Marcos Veloso. 
Postado por RÁDIO COMUNITÁRIA ZUMBI DOS PALMARES FM

Ciclo de palestra para citricultores

Com bons preços e mercado atrativo para a indústria devido à redução da produção de citros em São Paulo, os citricultores gaúchos participam, nesta quarta e quinta-feira (23 e 24/05), da 19ª edição do Ciclo de Palestras sobre Citricultura do Rio Grande do Sul. O evento deve reunir mais de 500 pessoas, entre produtores, pesquisadores e extensionistas no auditório da Prefeitura de Arvorezinha.
A programação será aberta na manhã do dia 23 com uma visita técnica a pomares do município. As palestras abordarão diversos temas como o panorama da citricultura no Rio Grande do Sul e no Vale do Rio Taquari, as ações da Câmara Setorial de Citricultura, o manejo da cobertura do solo em pomar citrícola, a nutrição e a adubação das laranjeiras, as variedades, o Banco Ativo de Germoplasma, a gestão da propriedade citrícola, as tendências de mercado, etc. Também será apresentada a experiência da cooperativa Ecocitros no que diz respeito à comercialização.
O Ciclo de Palestras é um evento itinerante, permitindo a participação e o contato dos produtores com os pesquisadores. Segundo seus organizadores, o evento tem continuidade devido ao seu caráter de integração entre todos os envolvidos na cadeia produtiva da citricultura. Este ano o município de Arvorezinha foi escolhido por estar na região do Alto Taquari, uma área em que a citricultura começou a despontar há 10 anos.

Citros
No Rio Grande do Sul, a produção de citros ocupa uma área de, aproximadamente, 28 mil hectares, e uma produção de 450 mil toneladas de laranjas, bergamotas e limão. Na região do Vale do Caí, maior produtora de citros do Rio Grande do Sul e onde a safra está no início, aos poucos vem aumentando o volume de frutas colhidas e colocadas no mercado. Segundo dados divulgados na última semana no Informativo Conjuntural elaborado pela Emater/RS-Ascar, a colheita da bergamota satsuma está praticamente encerrada, enquanto que as variedades de bergamotas-caí e ponkan têm maior volume em colheita, chegando a 5% das frutas dessas variedades colhidas. Entre as laranjas, prossegue em bom ritmo a colheita das variedades céu precoce, umbigo-baía e shamouti. Os citricultores também se dedicam a retirada da lima ácida da variedade tahiti, que têm floração e produção o ano todo.
Além da colheita, outras práticas culturais são realizadas nos pomares nesta época, como o raleio da bergamota verde do grupo das comuns e o tratamento para o controle do ataque da mosca-das-frutas nos cultivares precoces de bergamota e laranja. A prática do raleio encaminha-se para o final, restando ainda 10% na variedade montenegrina, a mais tardia entre as variedades de bergamotas.

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar
Jornalista Raquel Aguiar
imprensa@emater.tche.br
(51) 2125-3105
(51) 9918-6934

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Se esse silêncio orquestrado não é golpismo, o que é?

É chegada a hora de dar um basta a todos os veículos de comunicação que insistem em defender o uso de meios espúrios para alcançar seus objetivos. Passando por cima dos leitores e da democracia. É como vem agindo já há algum tempo a Revista Veja em vários assuntos relacionados à esfera política. 
No Blog do Tijolaço desta segunda-feira (16) foi publicado a matéria “Maia reduz a Veja a pó. E a mídia inteira silencia”. O presidente da Câmara Federal, Marco Maia, divulgou neste domingo (15) uma nota sobre a defesa de instalação de uma CPMI, reunindo Senado e Câmara Federal para apurar as denúncias sobre o envolvimento de jornalistas da Revista Veja com o contraventor Carlinhos Cachoeira.
O mesmo assunto também foi abordado pelo jornalista Luiz Carlos Azenha,no seu Blog Vi o Mundo no último sábado (14). Azenha faz uma analogia sobre o papel do jornalista e sua  fonte, seja ela “bandida” ou não. Convidamos todos a lerem o texto “Investigar Cachoeira, uma ameaça a liberdade de expressão”.


Equipe MobilizaçãoBR

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

LUTA DE CLASSES



     Escrito por Wladimir Pomar
     Terça, 14 de Fevereiro de 2012 - Correio da Cidadania



     Parece que boa parte da esquerda ainda não saiu da perplexidade de ter um governo central dirigido por uma coalizão política de socialistas e comunistas, da qual participam democratas liberais e conservadores de diferentes tipos. Essa perplexidade, como comentamos em artigos recentes, se reflete na emergência de dois novos tipos de análise, ambos relacionados com a possibilidade ou não do desenvolvimento da luta de classes no Brasil.

     Uma dessas análises conclui simplesmente que a melhoria das condições de vida do povo amortece seu espírito de luta e é um impeditivo para o crescimento da luta de classes. O exemplo histórico das classes operárias norte-americana e européia, particularmente após a segunda guerra mundial, poderia ser um exemplo a ser esgrimido por essa análise que, no fundo, advoga a tese de que quanto pior, melhor.

     O problema, que ela não responde, é se estão se criando no Brasil as mesmas condições que permitiram, aos Estados Unidos e à Europa, instaurarem vastos sistemas de exploração e transferência de riquezas dos países do terceiro mundo para eles. Sistemas que permitiram a tais países satisfazer as demandas salariais e de assistência social da maior parte de seus trabalhadores e criar, inclusive, uma aristocracia operária.

     Embora o Brasil tenha ingressado num processo tentativo de realizar o crescimento econômico com redistribuição de renda, não há indícios de que o capitalismo e a burguesia brasileira tenham condições de explorar países periféricos e organizar um processo mais profundo de redistribuição de grandes migalhas, como fizeram os norte-americanos e europeus, amortecendo as lutas dos trabalhadores. Ainda mais que esses sistemas de transferência de riquezas estão sendo minados, cada vez mais, pelas transformações estruturais do próprio capitalismo, o que começa a obrigar os trabalhadores norte-americanos e europeus a retomarem a luta de classes.

     A outra análise reconhece que o desenvolvimento do capitalismo está promovendo a conformação da classe trabalhadora brasileira como força ativa, tanto por seu crescimento quantitativo, quanto pela retomada de lutas por aumentos salariais, dignidade no trabalho, melhoria nas condições de transporte, moradia, saúde e segurança. No entanto, ela supõe que as novas lutas que estão surgindo parecem não caber perfeitamente no pacto de poder atualmente existente.

     No contexto desse pacto de poder inexistiriam canais por onde os movimentos sociais pudessem fazer demandas institucionais. Isso estaria levando o Brasil a um paradoxo. Por um lado, ele parece viver um momento de radicalização em sua base social, fruto do recente crescimento do capitalismo e de suas contradições. Por outro, ele parece assistir às organizações políticas de esquerda engolfadas em disputas institucionais, sem que seus militantes possam diferenciar o desenvolvimento na nação das pretensões individuais de ascensão pessoal.

     Em outras palavras, essa avaliação comprova que a luta de classes talvez esteja retomando, inclusive de forma radicalizada, enquanto grande parte da militância de esquerda talvez não esteja se dando conta dessa retomada, nem saiba como tratá-la. Isso apenas demonstra que não são as militâncias políticas, por mais esclarecidas e revolucionárias que sejam, que desenvolvem a luta de classes. Esta, historicamente, tem seu próprio ritmo e emerge de contradições econômicas, sociais e políticas reais e determinadas.

     Em geral, mesmo quando a militância política não está antenada na evolução dessas contradições, a luta de classes rompe com possíveis barreiras ou canais estreitos que impedem a promoção de suas demandas.

     Muitas vezes faz isso contra as próprias instituições, forja suas próprias lideranças, e conquista suas reivindicações através de diferentes formas de luta. A história da classe operária do ABC, durante o regime militar, é um exemplo bem nosso desse processo.

     Portanto, se há uma parte da militância e das lideranças engolfada nas disputas institucionais, isso se deve em parte ao fato de que a classe operária emergente no Brasil ainda não sacudiu essa militância e lideranças como deveria. Ela é uma nova classe operária, diferente daquela do ABC, no final dos anos 1970. Está em processo de recomposição, tem pouca experiência de luta, e ainda não mostrou sua potencialidade.

     É lógico que boa parte da militância de esquerda poderia estar trabalhando na base dessa classe e de outras classes populares da sociedade brasileira, vivenciando e contribuindo para sistematizar suas pequenas experiências de luta, que existem, e para elevar sua consciência de classe. No entanto, mesmo que essa militância esteja empenhada nessa missão estratégica, isto não quer dizer que ela conseguirá alavancar imediatamente grandes movimentos classistas. Ela simplesmente estará junto com essas classes, e em condições de orientá-las, no momento em que decidirem lutar.

     Nesse sentido, convém analisar com mais atenção as lutas e conflitos recentes envolvendo algumas camadas de trabalhadores e outros setores populares. Em primeiro lugar, eles mostram que, apesar das melhorias nas condições de vida, e talvez principalmente por causa delas, esses trabalhadores já não suportam a continuidade de certas condições herdadas do período neoliberal.

     Super-exploração, como nos casos de Jirau, Santo Antônio e alguns canteiros de obras; transportes ineficientes, como nos casos de ônibus em Brasília e Goiás, metrô de São Paulo e Supervia, no Rio; educação deficiente, saúde maltratada, salários baixos e outras distorções presentes na sociedade brasileira: tudo isso tem sido motivo para lutas em diversos pontos do território nacional.

     Por não suportarem mais essas mazelas, e também por falta de lideranças experientes, quase todas as camadas que protagonizaram essas lutas têm apresentado uma radicalização que, aparentemente, se confronta com a postura do governo federal em não criminalizar nenhuma luta democrática e popular. O que deveria alertar a esquerda para o fato de que o desenvolvimento capitalista, mesmo com distribuição de renda, não impede as lutas de classes. Mas, sem uma esquerda participante, para fazer com que tais lutas sejam travadas com razão e com limite, elas podem colocar o governo democrático e popular contra a parede e abrir janelas por onde a direita crie um ambiente de insegurança e pânico.

     Wladimir Pomar é analista político e escritor