26 de fevereiro de 2013 | N° 17355
PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA
Mais claro, impossível
Se algum dos adversários de Tarso Genro acreditou na balela de que ele ainda não decidiu se será candidato à reeleição, caiu no conto da carochinha: os movimentos do PT indicam que ele é candidatíssimo ao segundo mandato. Ontem, a pretexto de fazer um balanço dos 33 anos do partido, a cúpula aprovou uma resolução de oito pontos que estabelece como prioridade para 2013 a construção coletiva, com os demais partidos aliados, das condições para a reeleição do projeto no RS.
PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA
Mais claro, impossível
Se algum dos adversários de Tarso Genro acreditou na balela de que ele ainda não decidiu se será candidato à reeleição, caiu no conto da carochinha: os movimentos do PT indicam que ele é candidatíssimo ao segundo mandato. Ontem, a pretexto de fazer um balanço dos 33 anos do partido, a cúpula aprovou uma resolução de oito pontos que estabelece como prioridade para 2013 a construção coletiva, com os demais partidos aliados, das condições para a reeleição do projeto no RS.
Depois de um preâmbulo em que exalta as conquistas dos governos do PT em 10 anos no Planalto e faz um balanço dos dois primeiros anos da gestão de Tarso, a resolução avança para uma proposta prática, voltada para a reeleição: a criação imediata de uma “mesa de diálogo” com os partidos aliados para avaliar, de forma permanente, as ações de governo e a relação com os deputados aliados e para debater o programa a ser apresentado na campanha de 2014.
“Tendo por objetivo central a manutenção da aliança que hoje governa o Rio Grande do Sul, o PT-RS, desde já, manifesta seu entendimento de que, em 2014, as vagas para o Senado e para vice-governador devem ser indicadas pelos partidos aliados”, diz a resolução em seu último tópico. A intenção não pode ser mais clara: desfazer as especulações de que o PT poderia reivindicar a vaga de candidato a vice ou a senador. Essas vagas estarão reservadas aos companheiros de palanque.
Tarso governa com o apoio de PT, PSB, PDT, PTB, PC do B, PPL, PR, PRB, PV e quer manter essa aliança em 2014, mas sabe que o destino do PSB no Rio Grande do Sul está atrelado ao do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na eleição presidencial. Se Campos for candidato a presidente, precisará de um palanque no Estado. A estratégia do PT é criar um cenário em que o PSB, se sair, não leve nenhum dos outros aliados. Principal alvo dos socialistas, o PDT também é cortejado pelo PP e pelo PMDB.
CAVALO DE BATALHA
A decisão de não renovar os contratos com as concessionárias, que significará o fim de várias praças de pedágio e a redução da tarifa em outras, tem tudo para se transformar num dos principais temas da campanha de Tarso Genro e dos deputados da base aliada em 2014.
Ontem, o deputado Edegar Pretto (PT) levou um grupo de mais de 30 pessoas ao Palácio Piratini para manifestar apoio ao governador pela iniciativa de não prorrogar os contratos de pedágio. O grupo, recebido no Salão dos Espelhos do Palácio Piratini, é o mesmo que está se mobilizando para uma vigília nas praças de pedágio do Polo do Carazinho, na noite de 6 de março, quando as cancelas deverão ser abertas.
Imagens para a campanha, não vão faltar.
ALIÁS
O PT reconhece que um dos seus maiores desafios é impor aos projetos, às obras e serviços o ritmo necessário para que as metas sejam atingidas até o final de 2014.