sexta-feira, 21 de junho de 2013

Studio Clio

Cursos e oficinas
O Olho do Documentário
O documentário é um gênero clássico da história do cinema, que concilia pesquisa e informação com a expressão estética da sétima arte. Luz, música, enquadramento e edição são elementos marcantes de filmes como “Ritmos da cidade”, de Arne Sucksdorff (1948) e “Koyaanisqatsi”, de Godfrey Reggio (1982), referenciais na exploração dos recursos estéticos do cinema. Jaime Lerner, cineasta premiado e consagrado no gênero documental, ministra o curso “O Olho do documentário”, no qual explora direção e realização prática em nível conceitual, com ênfase na estética do documentário. Com iniciativa da Primeiro Corte Produções, o curso oferece ferramentas e conhecimentos para a criação de documentários, da pesquisa ao pré-roteiro.
Dias 02, 09, 16, 23 e 30 de julho, terças-feiras, das 14h às 18h
Valores das inscrições
Até o dia 27 de junho:
R$ 660,00 (público geral)
R$ 594,00 (professores e estudantes)

A partir de 28 de junho:
R$ 725,00 (público geral)
R$ 652,50 (professores e estudantes)

Os valores podem ser parcelados em até 3x no cheque ou no cartão.

A direita também disputa ruas e urnas

 
Quem militou ou estudou os acontecimentos anteriores ao golpe de 1964 sabe muito bem que a direita é capaz de combinar todas as formas de luta. Conhece, também, a diferença entre “organizações sociais” e “movimentos sociais”, sendo que os movimentos muitas vezes podem ser explosivos e espontâneos.
Já a geração que cresceu com o Partido dos Trabalhadores acostumou-se a outra situação. Nos anos 1980 e 1990, a esquerda ganhava nas ruas, enquanto a direita vencia nas urnas. E a partir de 2002, a esquerda passou a ganhar nas urnas, chegando muitas vezes a deixar as ruas para a oposição de esquerda.
A direita, no dizer de alguns, estaria“sem programa”, “sem rumo”, controlando“apenas” o PIG, que já não seria mais capaz de controlar a“opinião pública”, apenas a “opinião publicada”.
Era como se tivéssemos todo o tempo do mundo para resolver os problemas que vinham se acumulando: alterações geracionais e sociológicas, crescimento do conservadorismo ideológico, crescente perda de vínculos entre a esquerda e as massas, ampliação do descontentamento com ações (e com falta de ações) por parte dos nossos governos, decaimento do PT à vala comum dos partidos tradicionais etc.
Apesar destes problemas, o discurso dominante na esquerda brasileira era, até ontem, de dois tipos.
Por um lado, no petismo e aliados, o contentamento com nossas realizações passadas e presentes, acompanhada do reconhecimento mais ou menos ritual de que “precisamos mais” e de que “precisamos mudar práticas”.
Por outro lado, na esquerda oposicionista (PSOL, PSTU e outros), a crítica aos limites do petismo, acompanhada da crença de que através da luta política e social, seria possível derrotar o PT e, no lugar, colocar uma “esquerda mais de esquerda”.
As manifestações populares ocorridas nos últimos dias, especialmente as de ontem, atropelaram estas e outras interpretações.
Primeiro, reafirmaram que os movimentos sociais existem, mas que eles podem ser espontâneos. E que os autoproclamados“movimentos sociais”, assim como os partidos“populares”, não conseguem reunir, nem tampouco dirigir, uma mínima fração das centenas de milhares de pessoas dispostas a sair ás ruas, para manifestar-se.
Em segundo lugar, mostraram que a direita sabe disputar as ruas, como parte de uma estratégia que hoje ainda pretende nos derrotar nas urnas. Mas que sempre pode evoluir em outras direções.
Frente a esta nova situação, qual deve ser a atitude do conjunto da esquerda brasileira, especialmente a nossa, que somos do Partido dos Trabalhadores?
Em primeiro lugar, não confundir focinho de porco com tomada. As manifestações das últimas semanas não são “de direita” ou "fascistas". Se isto fosse verdade, estaríamos realmente em péssimos lençóis.
As manifestações (ainda) são expressão de uma insatisfação social difusa e profunda, especialmente da juventude urbana. Não são predominantemente manifestações da chamada classe média conservadora, tampouco são manifestações da classe trabalhadora clássica.
A forma das manifestações corresponde a esta base social e geracional: são como um mural do facebook, onde cada qual posta o que quer. E tem todos os limites políticos e organizativos de uma geração que cresceu num momento "estranho" da história do Brasil, em que a classe dominante continua hegemonizando a sociedade, enquanto a esquerda aparentemente hegemoniza a política.
A insatisfação expressa pelas manifestações tem dois focos: as políticas públicas e o sistema político.
As políticas públicas demandadas coincidem com o programa histórico do PT e da esquerda. E a crítica ao sistema político dialoga com os motivos pelos quais defendemos a reforma política.
Por isto, muita gente no PT e na esquerda acreditava que seria fácil aproximar-se, participar e disputar a manifestação. Alguns, até, sonhavam em dirigir.
Acontece que, por sermos o principal partido do país, por conta da ação do consórcio direita/mídia, pelos erros politicos acumulados ao longo dos últimos dez anos, o PT se converteu em símbolo principal do sistema político condenado pelas manifestações.
Esta condição foi reforçada, nos últimos dias, pela atitude desastrosa de duas lideranças do PT: o ministro da Justiça, Cardozo, que ofereceu a ajuda de tropas federais para o governador tucano“lidar” com as manifestações; e o prefeito Haddad, que nem na entrada nem na saída teve o bom senso de diferenciar-se do governador.
O foco no PT, aliado ao caráter progressista das demandas por políticas públicas, fez com que parte da oposição de esquerda acredita-se que seria possível cavalgar as manifestações. Ledo engano.
Como vimos, a rejeição ao PT se estendeu ao conjunto dos partidos e organizações da esquerda político-social. Mostrando a ilusão dos que pensam que, através da luta social (ou da disputa elietoral) seriam capazes de derrotar o PT e colocar algo mais à esquerda no lugar.
A verdade é que ou o PT se recicla, gira à esquerda, aprofunda as mudanças no país; ou toda a esquerda será atraída ao fundo. E isto inclui os que saíram do PT, e também os que nos últimos anos flertaram abertamente com o discurso anti-partido e com o nacionalismo. Vale lembrar que a tentativa de impedir a presença de bandeiras partidárias em mobilizações sociais não começou agora.
O rechaço ao sistema político, à corrupção, aos partidos em geral e ao PT em particular não significa, entretanto, que as manifestações são da direita. Significa algo ao mesmo tempo melhor e pior: o senso comum saiu às ruas. O que inclui o uso que vem sendo dado nas manifestações aos símbolos nacionais.
Este senso comum, construído ao longo dos últimos anos, em parte por omissão e em parte por ação nossa, abre enorme espaço para a direita. Mas, ao mesmo tempo, à medida que este senso comum participa abertamente da disputa política, cria-se condições melhores para que possamos disputá-lo.
Hoje, o consórcio direita/mídia está ganhando a disputa pelo pauta das manifestações. Além disso, há uma operação articulada de participação da direita, seja através da presença de manifestantes, seja através da difusão de determinadas palavras de ordem, seja através da ação de grupos paramilitares.
Mas a direita tem dificuldades para ser consequente nesta disputa. O sistema político brasileiro é controlado pela direita, não pela esquerda. E as bandeiras sociais que aparecem nas manifestações exigem, pelo menos, uma grande reforma tributária, além de menos dinheiro público para banqueiros e grandes empresários.
É por isto que a direita tem pressa em mudar a pauta das manifestações, em direção a Dilma e ao PT. O problema é que esta politização de direita pode esvaziar o caráter espontâneo e a legitimidade do movimento; além de produzir um efeito convocatória sobre as bases sociais do lulismo, do petismo e da esquerda brasileira.
Por isto, é fundamental que o PT e o conjunto da esquerda disputem o espaço das ruas, e disputem corações e mentes dos manifestantes e dos setores sociais por eles representados. Não podemos abandonar as ruas, não podemos deixar de disputar estes setores.
Para vencer esta disputa teremos que combinar ação de governo, ação militante na rua, comunicação de massas e reconstruir a unidade da esquerda.
A premissa, claro, é que nossos governos adotem medidas imediatas que respondam às demandas reais por mais e melhores políticas públicas. Sem isto, não teremos a menor chance de vencer.
Não basta dizer o que já fizemos. É preciso dar conta do que falta fazer. E, principalmente, explicar didaticamente, politicamente, as ações do governo. Marcando a diferença programática, simbólica, política, entre a ação de governo de nosso partido e os demais.
O anúncio conjunto (Alckmin/Haddad) de redução da tarifa e a oferta da força pública feita por Cardozo a Alckmin são exemplos do que não pode se repetir. Para não falar das atitudes conservadoras contra os povos indígenas, da atitude complacente com setores conservadores e de direita, dos argumentos conservadores que alguns adotam para defender as obras da Copa e as hidroelétricas etc.
Para dialogar com o sentimento difuso de insatisfação revelado pelas mobilizações, não bastam medidas de governo. Talvez tenha chegado a hora, como algumas pessoas têm sugerido, de divulgarmos uma nova “carta aos brasileiros e brasileiras”. Só que desta vez, uma carta em favor das reformas de base, das reformas estruturais.
Quanto a nossa ação de rua, devemos ter presença organizada e massiva nas manifestações que venham a ocorrer. Isto significa milhares de militantes de esquerda, com um adequado serviço de ordem, para proteger nossa militância dos para-militares da direita.
É preciso diferenciar as manifestações de massa das ações que a direita faz dentro dos atos de massa. E a depender da evolução da conjuntura, nos caberá convocar grandes atos próprios da esquerda político-social.


Independente da forma, o fundamental, como já dissemos, que a esquerda não perca a batalha pelas ruas.
Quanto a batalha da comunicação, novamente cabe ao governo um papel insubstituível. No atual estágio de mobilização e conflito, não basta contratacar a direitas nas redes sociais; é preciso enfrentar o que dizem os monopólios nas televisões e rádios. O governo precisa entender que sua postura frente ao tema precisa ser alterada já.
Em resumo: trata-se de combinar ruas e urnas, mudando a estratégia e a conduta geral do PT e da
esquerda.
Não há como deslocar a correlação de forças no país, sem luta social. A direita sabe disto tanto quanto nós. A direita quer ocupar as ruas. Não podemos permitir isto. E, ao mesmo tempo, não podemos deixar de mobilizar.
Se não tivermos êxito nesta operação, perderemos a batalha das ruas hoje e a das urnas ano que vem. Mas, se tivermos êxito, poderemos colher aquilo que o direitista Reinaldo Azevedo aponta como risco (para a direita) num texto divulgado recentemente por ele, cujo primeiro parágrafo afirma o seguinte: "o movimento que está nas ruas provocará uma reciclagem do PT pela esquerda, poderá tornar o resultado das urnas ainda mais inóspito para a direita".
Num resumo: a saída para esta situação existe. Pela esquerda.
Valter Pomar

sexta-feira, 7 de junho de 2013

LANÇAMENTO MUSICIAL

Clique no Banner


ATIVIDADE SOCIAL

StudioClio - Instituto de Arte & Humanismo
Inscrições: 51 3254.7200 - www.studioclio.com.br
Rua José do Patrocínio, 698, Cidade Baixa, Porto Alegre - RS

Programação de atividades





Parceiro


Apoio





Extra-malte
Extra-malte | O Guia de cervejas brasileiras
O Extra-malte de junho irá explorar os principais roteiros a serem percorridos para se encontrar uma boa cerveja. Para cumprir esta missão, conta com a presença de Henrique Oliveira, autor do livro “Brasil Beer, o Guia de cervejas brasileiras”. O livro busca informar quais são e onde estão as melhores cervejas feitas no Brasil, do Norte ao Sul. Para este detalhado guia, os autores mapearam e catalogaram praticamente todas as cervejarias, microcervejarias e associações de cervejeiros artesanais que atualmente existem no Brasil.
Henrique foi fundador da Associação de Cervejeiros Artesanais de Minas (ACervA Mineira) e especialista em cervejas. O livro estará à venda no StudioClio.
Durante o bate-papo haverá degustação de cervejas especiais harmonizadas com petiscos da Escola de Gastronomia Aires Scavone.

Cardápio
Entrada
Caldinho de Moqueca
Harmonização: Backer Capitão Senra (Belo Horizonte, MG)

Prato principal
Carreteiro de charque o origone
Harmonização: Farol ESB (Canela, RS)

Sobremesa:
Copinho de chocolate com café
Harmonização: Baden Baden Chocolate (Campos do Jordão, SP)
E, em primeira mão, degustação da Baden Baden Celebration Inverno 2013.
"É preciso amar as boas cervejas como se não houvesse amanhã, porque se você parar para pensar, na verdade não há".
Renato Russo - adaptação

Dia 10 de junho, segunda-feira, às 20h
Valores R$50,00 (lugar em mesa) - ESGOTADO
R$40,00 (lugar na plateia)

Garanta seu lugar

PLANO SAFRA 2013/2014


Exposição ilustra 10 anos do Plano Safra da Agricultura Familiar

Lutas e vitórias retratadas em fotografias. Durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014, na manhã desta quinta-feira (6), visitantes puderam conferir como os programas do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) mudaram a vida de famílias da agricultura familiar de todo o Brasil. A exposição “Dez Anos do Plano Safra” mostra a história de dez agricultores que puderam melhorar suas produções na última década.

Nesse período a renda da agricultura familiar cresceu 52%, o que permitiu que mais de 3,7 milhões de pessoas ascendessem para a classe média. Juanice Boszcz, 25 anos, veio de Contenda (PR), para ver de perto sua história exposta no Palácio do Planalto. Ela conta que a experiência é emocionante. “A gente trabalha, trabalha e momentos como esses nos mostram que o resultado do nosso suor é gratificante. A exposição está real e belíssima”, classifica.

Na linha do tempo, a história do plano ganha vida com a ilustração de pessoas e produtos que constroem a agricultura familiar. A peça conta a evolução do plano detalhando o número de investimentos ano a ano. Ainda é possível conferir a criação dos programas que hoje fazem parte do conjunto de ações do ministério.

Romulo Correia Sacramento, 52, também veio de seu município, Cametá (PA), com sua esposa Lidiane Pacheco, 23, para ver a mostra. O agricultor conta que é gratificante ver que o ministério continua lutando pelos agricultores. “Há dez anos eu produzo açaí e há dez anos o MDA, por meio do Pronaf, me ajuda a melhorar minha renda, cada vez mais”, enfatiza.

A exposição ainda ofereceu um coquetel com produtos da agricultura familiar de produtores da região do Distrito Federal. Sucos de frutas, água de coco, pão de queijo, folheados e outros salgados, todos feitos com as mãos daqueles que produzem a maior parte dos alimentos consumidos no país.

DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO


Assentados na Bahia recuperam Reserva Legal e já comercializam 30 mil mudas por mês

Localizado no Litoral Sul baiano, no município de Arataca, a 505 quilômetros de Salvador, o assentamento Terra Vista é sinônimo de preservação ambiental. As 55 famílias que vivem na área de reforma agrária investem na produção de mudas de espécies da Mata Atlântica e, após as mudanças impostas pelo novo Código Florestal, passaram a comercializar uma média de 30 mil mudas mensalmente. O preço da unidade varia entre R$ 2 e R$ 15.
Segundo o coordenador da Cooperativa de Produção Agropecuária Construindo o Sul (Cooprasul), do Terra Vista, Joelson Ferreira de Oliveira, as mudas são comercializadas para empresas, cooperativas, associações e produtores rurais. "A demanda aumentou pelo fato da necessidade de readequação ambiental das propriedades rurais de acordo com o que exige o novo Código", explica.
O Terra Vista tem capacidade para produzir uma média de 150 mil mudas por mês. Trata-se de essências de madeira de lei, como Jacarandá, Ipê Amarelo, Pau-Brasil, Jatobá e Cedro, entre outras espécies arbóreas e frutíferas.
Oliveira explica que o trabalho com mudas vem sendo desenvolvido por jovens e mulheres. "Além de agregar renda para os jovens é uma maneira de estimulá-los a lidar com a terra e continuar sua vida no assentamento". Eles trabalham com viveiros e estufa (que acelera o processo de germinação das sementes) na preparação das mudas.
Meio ambiente
A preocupação com a natureza é constante entre as famílias do Terra Vista, tanto que a Reserva Legal é de 34% dos 913 hectares do assentamento. É na Reserva Legal que estão 400 matrizes fornecedoras de sementes para produção das mudas.
Desde o ano 2000, aproximadamente 100 mil mudas foram plantadas no Terra Vista. As famílias já recuperaram 90% da mata ciliar dos rios Aliança e Lontra que passam pelo local. Além disso, recuperaram o passivo ambiental que havia na área quando o assentamento foi criado em 1995.
No assentamento também funcionam dois centros educacionais que oferecem cursos do ensino fundamental, profissionalizantes e de nível superior com enfoque na agroecologia. "Ainda esse ano, devemos começar uma pós-graduação em Agroecologia", acrescenta Oliveira. As atividades educacionais no Terra Vista são em parceria com o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) e com o Governo do Estado.
Certificações Em 2012, o Terra Vista conquistou a certificação orgânica do Instituto Biodinâmico (IBD) para a produção cacaueira, cultura desenvolvida no assentamento. Os viveiros também são certificados e constam no cadastro do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).
A área de reforma agrária possui 300 hectares de cacau orgânico e se prepara para entrar no nicho produtivo de cacau fino. Segundo Oliveira, o cacau fino necessita de cuidados especiais na colheita, na fermentação e na secagem. "Nós pretendemos produzir no assentamento chocolate gourmet", acrescenta Oliveira. Enquanto a arroba do cacau normal, de acordo com o coordenador, é, em média, R$ 75, a do cacau fino está em torno de R$ 150.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Notícias do Ministério de Desenvolvimento Agrário


http://www.mda.gov.br/resources/newsletter/boletim_multimidia/images/boletim_multimidia_topo_titulo.png
http://www.mda.gov.br/resources/newsletter/boletim_multimidia/images/boletim_multimidia_topo_descricao.png
http://www.mda.gov.br/portal/noticias/image/13103264
Empreendimentos da agricultura familiar orgânica, agroecológica e agroextrativista participam de oficina de planejamento comercial nesta quinta (16) e sexta-feira (17), em Curitiba (PR), na sede do Instituto de Promoção do Desenvolvimento (IPD), parceiro do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para inserção de produtos familiares em grandes mercados. A atividade visa promover ações de comercialização para os empreendimentos acessarem mercados internos e externos de modo estratégico. 
“O MDA pretende dar um salto de qualidade nas relações que mantêm com os empreendimentos da agricultura familiar no segmento de orgânicos, agroecológicos e produtos da sociobiodiversidade”, destaca o diretor do Departamento de Geração de Renda e Agregação de Valor (Degrav) da Secretaria da Agricultura Familiar do MDA, Nilton Pinho de Bem, que participa da oficina. 
Nilton assinala que o MDA tem metas alinhadas com a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. “E temos de ir além da promoção comercial de maneira que tenhamos não apenas produtos de qualidade, mas também volume maior de produtos sendo comercializados e, isso quer dizer, um maior nível de inclusão produtiva e social”, completa o diretor. 
Durante a oficina, será apresentado um diagnóstico de cada empreendimento com suas peculiaridades e quais são os mercados com mais chances de fazer negócio, além de traçar um mapa estratégico para qualificar os empreendimentos, ou seja, definir o que precisa ser desenvolvido internamente para conquistar novos mercados. Na programação, há painéis do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) sobre a campanha Brasil Orgânico e Sustentável, o programa de Agroindústria e o acesso à rede varejista. 
No encontro, terá apresentações sobre os eventos em que os empreendimentos têm a oportunidade de mostrar seus produtos, conhecer compradores, fazer negócios e expandir a comercialização, como a feiras Biofach (maior feira de orgânicos do mundo) e Natural Tech, que ocorre em junho, em São Paulo Ao final da oficina, um levantamento das possibilidades de ações comuns entre os empreendimentos vai apontar consórcios comerciais entre eles. 
Projeto
A oficina é uma das iniciativas do Projeto de Fortalecimento da Agricultura Familiar Orgânica, Agroecológica e Agroextrativista. Ela faz parte das ações da chamada pública de 2011 onde o MDA selecionou o IPD para executar a chamada até 2014 e atender 31 empreendimentos. Todos eles foram convidados para participar do encontro. 
Um deles é a Cooperativa dos Agricultores Familiares do Território do Caparaó (Coofaci), do Espírito Santo. Os 200 agricultores familiares produzem café arábica cru para exportação e fazem o processamento para vender o café torrado e moído aos mercados nacionais, além de comercializar a produção de hortifrutigranjeiro pelo Programa Nacional da Alimentação Escolar (Pnae). 
“O conceito da cooperativa é que nós, agricultores familiares, temos consciência de produzir produtos orgânicos e agroecológicos, porém a grande dificuldade é a comercialização. Então essa oficina é de grande importância porque vai possibilitar abrir oportunidades de mercado”, assinala o presidente da Coofaci, Paulo Márcio Reis Fernandes. 
Serviço
Evento: Oficina de Planejamento Comercial para os Empreendimentos da Agricultura Familiar Orgânica, Agroecológica e Agroextrativista - Apresentação do Diagnóstico e do Mapa Estratégico do Setor.
Data: 16 e 17 de maio.
Horário: das 8h às 17h30, no dia 16; e das 8h30 às 16h, no dia 17.
Local: Sede do IPD, Curitiba (PR). 

terça-feira, 30 de abril de 2013

PF prende políticos do PMDB, PC do B e PPS(MD)

CARTA ABERTA DA APEDEMA E DO MOGDEMA SOBRE A OPERAÇÃO “CONCUTARE”

by anacarolinapontolivre
CARTA ABERTA DA APEDEMA E DO MOGDEMA SOBRE A OPERAÇÃO “CONCUTARE”
Postado em 30/04/2013. 
CARTA ABERTA DA APEDEMA  E DO MOGDEMA SOBRE A OPERAÇÃO “CONCUTARE” 
A Assembleia Permanente de Entidade em Defesa do Meio Ambiente  do Rio Grande do Sul – Apedema/RS e o Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente – Mogdema vêm a público manifestar seu apoio à Operação “Concutare” realizada pela Polícia Federal no último dia 29 de abril,  que teve como objetivo reprimir crimes ambientais, contra a administração pública e lavagem de dinheiro, envolvendo as licenças ambientais. Tais fatos, amentavelmente, parecem se tornar rotina no âmbito Municipal e Estadual do Rio Grande do Sul.
Há anos as entidades ambientalistas sistematicamente denunciam os crescentes atropelos e irregularidades nos licenciamento de atividades econômicas no estado do Rio Grande do Sul e em outros municípios. Entre elas estão, principalmente, aquelas que envolvem os setores de mineração, silvicultura e celulose, barragens, agrotóxicos, e grandes empreendimentos imobiliários em Porto Alegre e no litoral do Estado, confirmadas nos esquemas desbaratados pela Policia Federal.
Em abril de 2012, diante de forte crise decorrente das denúncias oriundas de funcionários da SEMA quanto às precárias condições de trabalho e após ocorrência de incêndio na sede da FEPAM, a Apedema encaminhou o documento denominado “Caos e Crise Ambiental do RS?” ao governo do Estado. Na ocasião, os ambientalistas protocolaram pedidos para uma audiência pessoal com o governador, até o momento não atendida. Entre os pleitos estavam, justamente, a “reavaliação e correção de atos administrativos irregulares (licenças ambientais ilegais) emitidos no período entre 2007 e 2010 e punição disciplinar aos agentes públicos responsáveis”.
Sem surpresa, as irregularidades não só continuaram como, ao que tudo indica, se acentuaram.
Depoimentos de funcionários das secretarias de meio ambiente, envolvidas na ação da Polícia Federal, confirmam que a partidarização e o tráfico de influências, ligados ao grande poder econômico, provocaram a subversão do processo de licenciamento, o enfraquecimento da gestão ambiental e maior degradação do meio ambiente para a maioria dos gaúchos e porto-alegrenses.
Denunciamos o consequente sucateamento dos órgãos ambientais do RS, diante da ausência de preocupação governamental no resgate necessário da estrutura profundamente precarizada, e da carreira dos técnicos que avaliam os pedidos de licenças ambientais nestes órgãos. Tal função deveria ser preenchida mediante concursos públicos, afastando-se definitivamente aqueles envolvidos com irregularidades. O desvirtuamento da função pública dos órgãos ambientais se dá, neste sentido, pelo preenchimento de inúmeros “cargos de confiança”, utilizados conforme os interesses ou favorecimentos políticos partidários e econômicos dos gestores dos respectivos órgãos. s Secretarias de Estado passaram a pertencer a partidos políticos de apoio eleitoral, mas não necessariamente a pessoas competentes.
A grande evasão de postos de trabalho nos órgãos da área ambiental é uma realidade provocada pelos baixos salários e/ou pela frustração diante da impossibilidade de se exercer um trabalho técnico digno da carreira, sem sofrer as recorrentes pressões políticas, ou mesmo assédio moral já denunciado, tudo para “acelerar as licenças”.
O descaso, desrespeito e rebaixamento da Secretaria de Meio Ambiente e suas ações no RS são evidentes em vários aspectos. Por exemplo, nos últimos 10 anos sua titularidade já passou por 13 gestores e, como agravante, tais elementos, em sua maioria, foram políticos ou ex-parlamentares que não conseguiram vitórias nas eleições anteriores a esta posse. Tal situação consagrou o critério meramente político-partidário de escolha, sem o exigido e mínimo conhecimento técnico, ou envolvimento com o papel estratégico da pasta ambiental. Também no município de Porto Alegre ocorre fato semelhante, com a posse de políticos sem nenhum vínculo com o Meio Ambiente.
As entidades e o movimento ambientalista do Estado têm clareza, ademais, que o grande esquema de irregularidades constatado e a maior fragilização dos órgãos ambientais, infelizmente, correspondem a um processo deliberado que deve ser combatido urgentemente pela sociedade.  Tal processo, associado a um circulo vicioso de tráfico de influências, liga-se a um  modelo perverso e falsamente nominado de “econômico”, mas que vem gerando insustentabilidade ambiental, desemprego, riscos à população e, como a própria Polícia Federal investiga, enriquecimento ilícito.
Diante das investigações decorrentes da Operação “Concutare”, fica óbvio que estão sob suspeição os  processos de licenciamentos ambientais emitidos pela SEMA/FEPAM e pela SMAMnos últimos anos, principalmente aqueles arrolados pela Operação.
Assim sendo, o movimento ambientalista do RS e a sociedade gaúcha exigem:
-  Realização de uma profunda devassa no esquema de corrupção nos órgãos ambientais que deve envolver outras ramificações a nível de Estado, Municípios e grandes interesses privados, disponibilizando também um telefone 0800 para as denúncias do público para auxílio nas investigações;
- Publicização de todos os atos irregulares cometidos, com punição exemplar aos culpados tanto no âmbito de Estado como aquele privado e reparação de danos ambientais provocados pelo esquema de fraude nas licenças ambientais;
-  Revisão urgente e fim ao critério político-partidário para as nomeações de secretários de Meio Ambiente, adotando-se critérios que incluam o envolvimento anterior do gestor com as políticas públicas na área;
 - Reestruturação dos órgãos, com a redução drástica do número de CCs  nos órgãos ambientais do RS e municípios, como o de Porto Alegre, e fortalecimento da carreira de Estado, por meio de concursos na área ambiental, com técnicos em número suficiente para a tarefa de gestão ambiental e não somente a de licenciamento ou de balcões de licenciamento.
 - Imediata retomada, agilização e aprofundamento de investigações de processos sobre este tema, presentes tanto no Ministério Público Estadual e Federal, quanto na Polícia Civil.
 - Criação imediata de uma comissão mista capitaneada pelos Ministérios Público Estadual e Federal juntamente com representantes do Legislativo, Executivo, Apedema para num prazo de 30 dias construir uma nova proposta de gestão para SEMA e SMAM.
Porto Alegre, 30 de abril de 2013

APEDEMA                      MOGDEMA
rangoEDGARVASQUESter16

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

MAIS CARO IMPOSSÍVEL

26 de fevereiro de 2013 | N° 17355
PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA
Mais claro, impossível
Se algum dos adversários de Tarso Genro acreditou na balela de que ele ainda não decidiu se será candidato à reeleição, caiu no conto da carochinha: os movimentos do PT indicam que ele é candidatíssimo ao segundo mandato. Ontem, a pretexto de fazer um balanço dos 33 anos do partido, a cúpula aprovou uma resolução de oito pontos que estabelece como prioridade para 2013 a construção coletiva, com os demais partidos aliados, das condições para a reeleição do projeto no RS.
Depois de um preâmbulo em que exalta as conquistas dos governos do PT em 10 anos no Planalto e faz um balanço dos dois primeiros anos da gestão de Tarso, a resolução avança para uma proposta prática, voltada para a reeleição: a criação imediata de uma “mesa de diálogo” com os partidos aliados para avaliar, de forma permanente, as ações de governo e a relação com os deputados aliados e para debater o programa a ser apresentado na campanha de 2014.
“Tendo por objetivo central a manutenção da aliança que hoje governa o Rio Grande do Sul, o PT-RS, desde já, manifesta seu entendimento de que, em 2014, as vagas para o Senado e para vice-governador devem ser indicadas pelos partidos aliados”, diz a resolução em seu último tópico. A intenção não pode ser mais clara: desfazer as especulações de que o PT poderia reivindicar a vaga de candidato a vice ou a senador. Essas vagas estarão reservadas aos companheiros de palanque.
Tarso governa com o apoio de PT, PSB, PDT, PTB, PC do B, PPL, PR, PRB, PV e quer manter essa aliança em 2014, mas sabe que o destino do PSB no Rio Grande do Sul está atrelado ao do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na eleição presidencial. Se Campos for candidato a presidente, precisará de um palanque no Estado. A estratégia do PT é criar um cenário em que o PSB, se sair, não leve nenhum dos outros aliados. Principal alvo dos socialistas, o PDT também é cortejado pelo PP e pelo PMDB.

CAVALO DE BATALHA
A decisão de não renovar os contratos com as concessionárias, que significará o fim de várias praças de pedágio e a redução da tarifa em outras, tem tudo para se transformar num dos principais temas da campanha de Tarso Genro e dos deputados da base aliada em 2014.
Ontem, o deputado Edegar Pretto (PT) levou um grupo de mais de 30 pessoas ao Palácio Piratini para manifestar apoio ao governador pela iniciativa de não prorrogar os contratos de pedágio. O grupo, recebido no Salão dos Espelhos do Palácio Piratini, é o mesmo que está se mobilizando para uma vigília nas praças de pedágio do Polo do Carazinho, na noite de 6 de março, quando as cancelas deverão ser abertas.
Imagens para a campanha, não vão faltar.

ALIÁS
O PT reconhece que um dos seus maiores desafios é impor aos projetos, às obras e serviços o ritmo necessário para que as metas sejam atingidas até o final de 2014.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Marcha pela Educacao em Santa Maria




A Marcha  pela Educação pública de Santa Maria, que irá ocorrer na SEXTA-FERA,  06/07, é uma mobilização que vem sendo construída por diversas  entidades, sindicatos, movimentos sociais e coletivos ligados à  educação, que têm por objetivo aglutinar amplas camadas da população em  torno da luta por transformações que melhorem a educação no Brasil, como  ma is investimentos, valorização dos  profissionais, maior qualidade, expansão do acesso, além do debate sobre  o modelo de educação que queremos e necessitamos.

Marcha no Facebook: https://www.facebook.com/events/358073657598497/




Quem constrói a marcha?

 SEDUFSM (Sindicato dos docentes da UFSM )
 CPERS – Sindicato
 ASSUFSM (Associação dos servidores da UFSM)
 SIMPROSM (Sindicato dos professores municipais)
 COMANDO DE GREVE ESTUDANTIL DA UFSM
 SINDESEF (Sindicatos dos servidores públicos federais)
 DCE UFSM
 DCE UNIFRA
 COLETIVO AFRONTA
 SINASEFE (Sindicato nacional dos servidores da Educação básica, profissional e tecnológica)
 CUT
 CSP -CONLUTAS
 PRÁXIS – COLETIVO DE EDUCAÇÃO POPULAR
 CORAP
 MOVIMENTO NACIONAL DE LUTA PELA MORADIA
 COLETIVO VOE
 RECID (Rede de Educação Cidadã)

 Quais são nossas bandeiras?

 Marchamos por pautas específicas levantadas pelas entidades que  constroem a marcha. Além disso, há cinco pautas gerais que são  necessárias para transformar e melhorar a educação no país e dão unidade  a todos os setores engajados na construção da marcha, são elas:

 - 10% DO PIB PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA JÁ
 - ACESSO E PERMANÊNCIA PARA TODOS OS BRASILEIROS, EM TODOS OS NÍVEIS DA EDUCAÇÃO PÚBLICA
 - VALORIZAÇÃO DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO
 - EDUCAÇÃO COMO DIREITO, NÃO COMO MERCADORIA: CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES
 - EDUCAÇÃO VOLTADA PARA AS NECESSIDADES DO POVO, NÃO PARA O MERCADO

 Como irá funcionar a marcha?

 Nesta semana estaremos passando em escolas, universidades e cursinhos  para mobilizar para a marcha. Na sexta-feira, nossa concentração começa  às 13h30min na BIBLIOTECA MUNICIPAL (Av. Presidente Vargas), e a marcha  começa às 15h30min. No trajeto passaremos pela 8° coordenadoria regional  de educação do estado do Rio Grande do Sul, Antiga reitoria da UFSM,  Gabinete do prefeito e terminamos com uma apresentação de teatro e um  ato-show na praça Saldanha Marinho.

 A marcha tem caráter de  cobrança ao poder público e de informação para sociedade sobre a  situação atual da educação e sobre as alternativas propostas por nós  para transformá-la. Além disso, nossa marcha será marcada pela animação e  a alegria, pois entre a luta e a festa não há contradição!

  Convidamos a todas e a todos para integrar esse grande movimento.  Esperamos encher as ruas de Santa Maria com muita esperança, alegria e  luta a por transformações na sociedade, pois a história nos mostra que  as melhorias necessárias não são frutos da vontade dos poderosos, mas  sim da mobilização popular.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Radio Comunitaria entrevista candidato


Rádio Comunitária Zumbi vai radicalizar


O entrevistado do programa Alô Comunidade! neste sábado (19) é Antonio Radical, pré-candidato a prefeito de João Pessoa pelo PSTU, um rapaz que, conforme diz o próprio nome, radicaliza geral.

Antonio Radical está há 25 anos na luta dos trabalhadores. Participou das grandes mobilizações em João Pessoa, lutando por transporte público de qualidade, educação e saúde. Entre suas bandeiras, destaque para a estatização das empresas de transporte público e implantação do passe livre para estudantes e desempregados.

O que pensa Antonio Radical das rádios livres e comunitárias?
Escute hoje pelas ondas da Rádio Tabajara da Paraíba AM (1.110) ou em tempo real pelo link:
Logo após, a edição do Alô comunidade! será disponibilizada pelos blogs:

 O “Alô Comunidade” é produzido pela Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e transmitido pela Rádio Tabajara (1.110 AM), reproduzido por sete rádios comunitárias e diversos blogs e sites.
O programa vai ao ar todos os sábados às 14h, com apresentação e produção de Dalmo Oliveira, Fábio Mozart e Adriana Felizardo, reportagem de Fabiana Veloso e Marcos Veloso. 
Postado por RÁDIO COMUNITÁRIA ZUMBI DOS PALMARES FM

Ciclo de palestra para citricultores

Com bons preços e mercado atrativo para a indústria devido à redução da produção de citros em São Paulo, os citricultores gaúchos participam, nesta quarta e quinta-feira (23 e 24/05), da 19ª edição do Ciclo de Palestras sobre Citricultura do Rio Grande do Sul. O evento deve reunir mais de 500 pessoas, entre produtores, pesquisadores e extensionistas no auditório da Prefeitura de Arvorezinha.
A programação será aberta na manhã do dia 23 com uma visita técnica a pomares do município. As palestras abordarão diversos temas como o panorama da citricultura no Rio Grande do Sul e no Vale do Rio Taquari, as ações da Câmara Setorial de Citricultura, o manejo da cobertura do solo em pomar citrícola, a nutrição e a adubação das laranjeiras, as variedades, o Banco Ativo de Germoplasma, a gestão da propriedade citrícola, as tendências de mercado, etc. Também será apresentada a experiência da cooperativa Ecocitros no que diz respeito à comercialização.
O Ciclo de Palestras é um evento itinerante, permitindo a participação e o contato dos produtores com os pesquisadores. Segundo seus organizadores, o evento tem continuidade devido ao seu caráter de integração entre todos os envolvidos na cadeia produtiva da citricultura. Este ano o município de Arvorezinha foi escolhido por estar na região do Alto Taquari, uma área em que a citricultura começou a despontar há 10 anos.

Citros
No Rio Grande do Sul, a produção de citros ocupa uma área de, aproximadamente, 28 mil hectares, e uma produção de 450 mil toneladas de laranjas, bergamotas e limão. Na região do Vale do Caí, maior produtora de citros do Rio Grande do Sul e onde a safra está no início, aos poucos vem aumentando o volume de frutas colhidas e colocadas no mercado. Segundo dados divulgados na última semana no Informativo Conjuntural elaborado pela Emater/RS-Ascar, a colheita da bergamota satsuma está praticamente encerrada, enquanto que as variedades de bergamotas-caí e ponkan têm maior volume em colheita, chegando a 5% das frutas dessas variedades colhidas. Entre as laranjas, prossegue em bom ritmo a colheita das variedades céu precoce, umbigo-baía e shamouti. Os citricultores também se dedicam a retirada da lima ácida da variedade tahiti, que têm floração e produção o ano todo.
Além da colheita, outras práticas culturais são realizadas nos pomares nesta época, como o raleio da bergamota verde do grupo das comuns e o tratamento para o controle do ataque da mosca-das-frutas nos cultivares precoces de bergamota e laranja. A prática do raleio encaminha-se para o final, restando ainda 10% na variedade montenegrina, a mais tardia entre as variedades de bergamotas.

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar
Jornalista Raquel Aguiar
imprensa@emater.tche.br
(51) 2125-3105
(51) 9918-6934