sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Enem: Famílias de candidatos devem dar apoio e evitar cobranças e pressão

Para conciliar estudo e trabalho, o brasiliense Lucas Martins, 17 anos, encontra em casa o apoio necessário na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A mãe de Lucas, Maria da Glória Martins, cuida das refeições e do ambiente para o filho estudar. Além das aulas, Lucas faz estágio como menor aprendiz. “Estudo de manhã e trabalho à tarde. Se não fosse o apoio da minha mãe, ficaria perdido, sem ter ideia de por onde começar”, disse o estudante. De acordo com Maria da Glória, o filho aproveita todos os intervalos para estudar. “Quando ele chega em casa, tem comida pronta, quentinha. Depois do almoço, ele estuda até a hora de ir para o trabalho”, afirmou. “A gente faz qualquer coisa, está do lado dele, dando apoio, incentivando porque é o futuro dele que está em jogo.” Para o professor Rafael Batista, a família deve participar da preparação dos estudantes. “É importantíssimo que a família esteja com o candidato, que dê confiança”, disse. “O candidato não pode se sentir pressionado, cobrado demais porque já existe um peso muito grande nessa trajetória.” Batista explica que a família ajuda ao oferecer a estrutura para o jovem estudar. “É importante que a família consiga sempre garantir um espaço adequado para o estudante, com silêncio, lugar para os livros”, destacou. “No dia da prova, a família precisa estar junto e fazer a rotina da casa se adequar à das provas.” A rotina de Lucas nos dias do Enem já foi planejada pela família, desde o transporte até a hidratação. “No dia do Enem, o pai dele vai levá-lo, uma hora antes; ele vai levar lanche, água e suco”, disse Maria da Glória. As provas do Enem serão realizadas nos dias 24 e 25 deste mês. Acesso — O Exame Nacional do Ensino Médio é um mecanismo de democratização do acesso às políticas públicas de educação. Com a nota obtida no Enem, o estudante pode tentar vaga na educação superior por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni), que permite a estudantes brasileiros de baixa renda obter bolsas de estudos integrais e parciais (50% da mensalidade) em instituições particulares de educação superior. O resultado também é requisito para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), participar do programa Ciência sem Fronteiras e ingressar em vagas gratuitas dos cursos técnicos oferecidos pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). Estudantes maiores de 18 anos podem também obter a certificação do ensino médio por meio do Enem. Leia mais no Portal do MEC

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

MPF/MS requer fechamento de empresa de segurança envolvida em morte de lideranças indígenas

Ao menos 8 ataques a comunidades e 2 mortes estão vinculadas à GASPEM. Segundo depoimentos, empresa chegava a receber R$ 30 mil para cada desocupação violenta. O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul ajuizou ação para que a GASPEM Segurança Ltda seja dissolvida e tenha seu registro cancelado. A empresa é conhecida por sua atuação em propriedades com conflito fundiário e é acusada de executar ataques contra comunidades indígenas, que resultaram em dezenas de feridos e na morte de duas lideranças. De acordo com depoimentos, a empresa chegava a receber R$ 30 mil para cada desocupação violenta e os seguranças da GASPEM eram contratados para intimidar e aterrorizar as comunidades - atuações que desviam a finalidade da empresa, constituída para “prestar segurança privada em imóveis urbanos, rurais e eventos”. No entendimento do Ministério Público Federal, a GASPEM, além do desvio de finalidade, tem atividade “indiscutivelmenteâ � ilícita. “Trata-se, em verdade, de um grupo organizado o qual dissemina violência contra os Guarani-Kaiowá do cone sul do Estado de Mato Grosso do Sul através de pessoas brutais nominadas 'vigilantes', na maioria das vezes sem qualificação para o exercício da atividade, portando armamento pesado e munições, a fim de praticarem atos contrários ao ordenamento jurídico e à segurança pública”. Na ação, O MPF classifica a empresa como “milícia privada” e pede, liminarmente, a suspensão das atividades e o bloqueio de R$ 480 mil a título de dano moral coletivo. Milícia privada Em Mato Grosso do Sul, desde 2005 há registros de casos de violência rural com envolvimento da GASPEM. No último sábado (24), o Conselho Aty Guasu denunciou ao MPF ameaça feita por funcionários da empresa à comunidade guarani-kaiowá Apyka'i (Curral do Arame) - cujos barracos foram destruídos em incêndio ocorrido semana passada na BR 463. Segundo o documento, o grupo de seguranças impediu os índios de pegar água próximo à fazenda e ameaçou de matá-los caso voltassem ao local. Em 2009, a mesma comunidade teve seus barracos criminosamente queimados. A participação da GASPEM no episódio está sendo investigada, tal como o possível envolvimento da empresa nos ataques às comunidades Lagoa Rica, Laranjeira Ñanderu, Ñaderu Morangatu, Sombrerito, Pyelito Kuê e Guaiviry – todas próximas a áreas reivindicadas como tradicionalmente indígenas. Funcionários da empresa também são acusados da morte dos índios Dorvalino Rocha e Nízio Gomes - os autos nº 0000152-46.2006.4.03.6005 e nº 0001927-86.2012.4.03.6005, respectivamente, que tramitam na Justiça Federal de Ponta Porã. Para o Ministério Público Federal, “qualquer desocupação de propriedade somente deve ser feita mediante mandado judicial da autoridade competente em processo próprio. Os atos de defesa privada são excepcionais e devem ser exercidos com presteza, proporcionalidade e moderação, sob pena de o possuidor transformar a sua conduta em delito”. Irregularidades administrativas Além do desvio de finalidade, as investigações do MPF encontraram outras irregularidades na GASPEM, como contratação de vigilantes terceirizados sem curso de formação; porte ilegal de armas; falta de treinamento para manuseio de armamento não-letal; e até mesmo fraudes administrativas. A empresa está registrada em nome da esposa e filha de um ex-servidor público estadual da área de segurança pública, inabilitado para exercer a função, mas é efetivamente por ele administrada. Acusado de envolvimento na morte do cacique Nízio Gomes, o proprietário de fato da empresa responde judicialmente por falsidade ideológica. Por registrar antecedentes criminais, ele não poderia ser administrador da empresa de segurança privada, nem sequer empr egado dela – segundo portaria da Polícia Federal (PF), mas reconheceu em juízo que comanda as atividades da GASPEM. Fora a demanda coletiva que pede o fechamento da empresa, o MPF ainda ajuizou ação para a responsabilização pessoal do proprietário de fato da empresa pelos danos provocados pela GASPEM. -- Referências Processuais: Justiça Federal de Dourados/MS Ação Civil Pública para dissolução da GASPEM: 0000977-52.2013.403.6002 Ação Civil Pública - Responsabilização proprietário GASPEM: 0003103-75.2013.4.03.6002 Justiça Federal de Ponta Porã/MS Ação Penal (Dorvalino Rocha): 0000152-46.2006.4.03.6005 Ação Penal (Nízio Gomes): 0001927-86.2012.4.03.6005 -- Conheça, abaixo, a história das comunidades Apyka'i - Curral do Arame e Laranjeira Ñanderu, que sofreram atos de violência:

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Rede Leite é destaque na Missão a Cuba

Com o objetivo de contribuir para o aumento da produção e disponibilidade de leite na Província de Matanzas, representantes do Governo do Estado realizam missão técnica a Cuba. A viagem de uma semana é uma continuidade do Projeto de Cooperação na área da Agricultura, iniciado em 2012, entre o RS e a ilha caribenha. Um dos destaques da missão gaúcha é a Rede Leite, Programa em Rede de Pesquisa-desenvolvimento em Sistemas de Produção com Atividade Leiteira no Noroeste do RS, desenvolvido por meio da parceria entre nove instituições: Emater/RS-Ascar, Embrapas Pecuária Sul e Clima Temperado, Unicruz, Unijuí, Ufsm, Instituto Federal Farroupilha – campus Santo Augusto, Fepagro, Cooperfamiliar, e Associação Gaúcha de Empreendimentos Lácteos (Agel). A comitiva gaúcha cumpre agenda no país até 9 de setembro. Durante a missão, serão diagnosticadas fortalezas e debilidades no sistema de produção leiteiro daquele país e identificadas interfaces de cooperação com o RS. Também é objetivo estabelecer um plano de ação com foco no aproveitamento das potencialidades locais, contribuindo para a construção de uma proposta metodológica de estruturação da Rede Leite Cubana. Para tanto, é esperado um Acordo de Cooperação com entidades cooperantes em nível de Brasil para que seja estabelecido um programa de intercâmbio técnico. De acordo com o engenheiro agrônomo e assessor da Emater/RS-Ascar, Alberto Bracagioli Neto, que integra a comitiva, o RS quer discutir com Cuba como o exemplo da Rede Leite pode contribuir com a produção leiteira de Cuba e quais as possibilidades e recursos necessários para a instalação de Unidades de Experimentação Participativa e redes de Unidades de Observação, para que sejam objeto de estudos de professores, universitários, produtores e pesquisadores, e como poderia ser o intercâmbio entre universidades e demais instituições que integram a Rede Leite. Dentro do Projeto de Intercâmbio, Cuba pode disponibilizar para o RS seus conhecimentos e práticas nas áreas de sistemas silvipastoris, experiências na produção em situações impróprias de clima, como em períodos de estiagem, produtos biológicos para a saúde animal, tecnologia em pastagens e forrageiras, contribuições nas unidades de pesquisa de forrageiras, cursos de formação de profissionais e assistência aos agricultores. ACORDOS INSTITUCIONAIS De acordo com a assessora de Assuntos Institucionais da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), Andréia Nunes Sá Brito, neste segundo momento, especialistas gaúchos e representantes das instituições interlocutoras irão se reunir em Cuba para assinar acordos institucionais, instalar unidades demonstrativas de produção e capacitação, e planejar ações futuras em cada área. Na primeira etapa, em março deste ano, um grupo de dez especialistas cubanos permaneceu no Estado por 53 dias, conhecendo a experiência gaúcha nas organizações sociais, formas de manejo e tecnologias nas cadeias produtivas do arroz, leite e nos processos agroindustriais de frutas nativas e hortaliças. "Também será trabalhada durante esta missão a possibilidade de acordos para instalação de biofábricas no Estado e a constituição de um curso de pós-graduação binacional em nível de mestrado voltado para agroecologia, tendo como principal público-alvo os agentes de extensão rural do RS", disse. Andreia lidera a comitiva integrada ainda por representantes da Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sesampe), Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga), e Emater/RS-Ascar, representada pelos engenheiros agrônomos Alberto Bracagioli Neto, Renato Cougo dos Santos e Antônio Altíssimo. Foto crédito: Cleuza Brutti/Arquivo: Encontro dos agricultores da Rede Leite em Condor Informações Assessoria de Imprensa da Presidência da Emater/RS-Ascar Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues, com apoio da Secretaria de Comunicação do RS 51-2125-3028/9994-5020

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

DISTRITO DE CAMPO DA PEDRA

Agora com a retomada a estrada de ferro que passará pelo corte. A ferrovia Norte-Sul do Governo Federal, vai passar na localidade de Campo da Pedra, gerando emprego e trazendo mais desenvolvimento para a localidade de adjacências. E já que o pessoal, diga-se de passagem, os eleitores estrangeiros, de Santa Maria, Porto Alegre, São Pedro do Sul e Caxias do Sul, que votam em Sobradinho, Sarandi não quiseram o distrito, Campo da Pedra, juntamente com Capão Grande, Capão da Mangueira, Empedrado, Pesqueiro e Rincão do Peludo querem a criação do Distrito de Campo da Pedra, com sede no Campo da Pedra, bem próximo da Rodovia do Mercosul, a BR 158. Já existe até abaixo-assinado de algumas pessoas da comunidade. É hora de participarem, já que naquelas duas seções eleitorais não tem tanto eleitores de fora do Município votando. Esperamos que os políticos não pensem em seus umbigos, como muitos que fora contra a criação do distrito de São José da Porteirinha. Esperamos que o Prefeito seja a favor, como foi de São José da Porteirinha, pequena que seu vice foi contra e o PMDB também. VIVA O DESENVOLVIMENTO DAS COMUNIDADES.

Deputado Ruralista do PP, contra a causa indígena

BRASÍLIA - Presidente da Comissão da Amazônia e com assumidas posições contrárias à política indigenista, o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), da bancada ruralista, usou de seus poderes e tomou para si a relatoria de um projeto que ele mesmo havia destinado a outra colega, Janete Capiberibe (PSB-AP), uma defensora dessa causa. O projeto em questão é do Executivo e cria o Conselho Nacional de Políticas Indigenistas, de 2008, e dá poderes a esse órgão de interferir em questões como demarcação de terra. No último 14 de agosto, Janete foi designada para relatar o projeto. A indicação do nome de Janete chegou a constar na tramitação oficial do projeto no site da Câmara. Só que, um dia depois, ela foi destituída da relatoria, por Goergen. Oficialmente constou que ela teria "devolvido sem manifestação" o projeto. Ou seja, ela teria se desinteressado pelo assunto e aberto mão da relatoria. E, então, Jerônimo Goergen se autonomeou relator. No site, há outro problema. A designação de Janete Capiberibe desapareceu e surgiu Goergen como único relator escolhido. Indignada, Janete enviou ofício ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e ameaça acionar o Conselho de Ética. "Consta devolvido sem manifestação, o que me causa grande transtorno político e pessoal, uma vez que Vossa Excelência tem conhecimento do meu compromisso com a causa indígena, dentro e fora desta Casa", diz Janete no ofício a Henrique Alves. Jerônimo Goergen não nega ter pego a relatoria do projeto para si num ato próprio. O parlamentar disse ter consultado o gabinete de Janete e que obteve autorização para avocar a relatoria. O gabinete da deputada negou que tenha sido sequer consultado e que jamais abriria mão da relatoria. Goergen disse ao GLOBO que distribuiu a relatoria para Janete equivocadamente. — Na correria, no despacho de tanta coisa na comissão, não sabia que projeto era esse, que eu já tinha começado a relatar na Comissão de Finanças e Tributação. Quando me dei conta, era o mesmo. Consultei o gabinete da deputada se tinha problema e me deram o ok — justificou Goergen, que disse que nem seria necessário tal suposta consulta a Janete. — Agora, mesmo que eu não tivesse consultado, regimentalmente posso fazer isso (destituir qualquer relator e avocar para si a relatoria). Como presidente da comissão tenho a condição e poderes para designar e retirar depois. É competência do presidente. É meio ditatorial, mas é assim. Nomeio e desnomeio. Chega a ser grosseiro. Goergen afirmou que Janete Capiberibe é aliada do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que a estaria pressionando. O deputado afirmou que recebe pressão do Ministério da Justiça, pasta que cuida da política indigenista. — O ministério fica me pressionando para dar parecer mais rápido. Me exige rapidez, mas não agiliza portaria do novo modelo de demarcação. Não preciso de pressa. Não vou ceder. O meu relatório, com certeza, não seria igual ao da Janete. Não vou permitir superpoderes para esse conselho, dar essa estrutura toda. Não sou contra a política indigenista, mas não há mais terra para índios — disse Goergen. O deputado faz discursos constantemente contra a Funai e a política indigenista. Já disse que no Brasil se produz "índios de carteirinha" e que "quem quiser virar índio, vira". E que "tem índios de olhos azuis". Num dos discursos, referiu-se a uma antropóloga como a que "tomou o chá do Santo Daime". Durante a presidência de uma sessão da comissão na semana passada, uma audiência pública que tratou do caso dos índios awá-guajá, Goergen, ao ler os nomes das autoridades presentes, citou o do ex-presidente da Funai Márcio Meira. E fez o seguinte comentário: "Duvido que ele tenha vindo aqui quando era presidente". Goergen é um dos autores da criação da CPI da Funai. Entre as atribuições do Conselho Indigenista estão definir as prioridades da política do índio, encaminhar denúncias de ameaça e violação dos direitos desses povos e acompanhar elaboração de orçamento. O projeto prevê 59 integrantes no conselho, dos quais 36 representantes dos povos e organizações indígenas, 20 do Poder Executivos, além de dois indicados por ONGs. Mais em: http://oglobo.globo.com/pais/deputado-ruralista-destitui-relatora-favoravel-causa-indigena-9713503

terça-feira, 27 de agosto de 2013

JOÃO GOULART FOI, ANTES DE TUDO, UM HERÓI!

Entrevista especial com Juremir Machado Jango queria “adotar uma política de reformas, uma política inspirada nas próprias encíclicas papais do século XIX, no desenvolvimento social da social democracia Inglesa, que no mundo em desenvolvimento eram absolutamente normais”, diz o jornalista. Foto: http://migre.me/fQ0BG Confira a entrevista. João Goulart deve ser considerado um “herói”, porque em duas ocasiões “livrou o Brasil de uma guerra civil”, diz o Juremir Machado, autor de Jango. A vida e a morte no exílio, livro lançado em junho deste ano, no qual pretende desconstruir os mitos em torno do ex-presidente brasileiro. Ontem, 25 de agosto, completaram-se 52 anos da renúncia do então presidente Jânio Quadros, razão pela qual João Goulart assumiu a presidência da República após negociações com os militares, num sistema parlamentarista. Na entrevista a seguir, concedida por telefone, Juremir Machado comenta o episódio e assinala que Jango “era um sujeito de ponderar, de pesar, de equilibrar” e por isso aceitou a conciliação proposta. “Se Jango quisesse realmente exacerbar as coisas, ele poderia ter levado o país a um conflito que resultaria em milhares de mortes”, pondera. Por conta de decidir assumir a presidência num sistema parlamentarista, que limitava seus poderes, Jango teve o “primeiro estremecimento” com Brizola, que à época era governador do Rio Grande do Sul. “Brizola nem foi à posse de Jango no dia 7 de setembro de 1961. Eles se estremeceram porque Brizola, cunhado de Jango, queria que ele fosse mais impetuoso, mais agressivo, mais radical e não aceitasse a solução parlamentarista”, menciona. De acordo com o jornalista, Jango ficou conhecido como um presidente hesitante, covarde, incompetente, corrupto, contudo, “era um homem de convicções, de personalidade; ele não era um radical, ele era um moderado que pesava, que ponderava, que tinha suas ideias, que tomava decisões, não tinha nada de covarde”, assinala. E dispara: “Ele foi uma daquelas pessoas, como o próprio Getúlio, que percebeu que o Brasil era muito desigual, e mesmo eles, que eram ricos, poderiam viver melhor se houvesse uma distribuição de renda, uma reforma no país”. Escritor, jornalista e historiador, Juremir Machado é doutor em Sociologia pela Universidade de Paris V: René Descartes. Em Paris, de 1993 a 1995, foi colunista e correspondente do jornal Zero Hora. Atualmente, além de professor do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social – Famecos e coordenador do Programa de Pós-graduação em Comunicação da PUCRS, assina coluna no jornal Correio do Povo, de Porto Alegre. Foto: http://migre.me/fQ0ET Confira a entrevista. IHU On-Line - A partir da sua reconstrução histórica, quem foi João Goulart? Qual sua contribuição para a história política do Brasil? Juremir Machado - João Goulart foi, a meu ver, antes de tudo, um herói. É exatamente essa a palavra. Por que um herói? Porque em duas ocasiões ele livrou o Brasil de uma guerra civil. A primeira vez foi em 1961, quando Jânio Quadros renunciou e os militares decidiram que o Jango não poderia assumir. Se Jango quisesse realmente exacerbar as coisas, ele poderia ter levado o país a um conflito que resultaria em milhares de mortes. Ao aceitar a conciliação proposta, que foi a saída parlamentarista, ele evitou um conflito militar que estava preparado, conflito que até se justificaria na medida em que ele teve poderes usurpados. Mas ele teve a sabedoria de conciliar para evitar a guerra civil. A segunda vez foi em 1964. Nessa ocasião, se ele quisesse, teria resistido ao golpe e, a meu ver, a resistência teria sido inútil. Essa era também a avaliação dele, a resistência iria provocar um banho de sangue e os resistentes teriam finalmente vencido. Então, ao ter a sabedoria de evitar por vaidade, por apego ao poder, esses conflitos, ele se apresentou como um herói. Além disso, Jango foi um presidente generoso, um homem de grande sabedoria, que tentou fazer reformas fundamentais para o Brasil: as reformas de base, em uma época que o Brasil ainda não estava maduro, as reformas agrárias, as reformas bancárias, reformas educacionais. Todas elas eram reformas importantíssimas, altamente necessárias para modernizar o Brasil à época, para tornar o país menos desigual, e para civiliza-lo. É claro que os setores conservadores da época não podiam aceitar e hiperdimencionaram a ameaça comunista com base em propaganda e financiamento americano para impedir que essas reformas fossem feitas. IHU On-Line – Como ficou a relação de Jango com Leonel Brizola depois que ele aceitou a proposta de governar num sistema parlamentarista, apesar de Brizola ter encabeçado a Campanha da Legalidade para garantir o direito do vice-presidente assumir? Juremir Machado - Brizola e Jango eram pessoas igualmente interessantes e que representavam aquelas situações extraordinárias em que pessoas com posicionamentos diferentes têm igualmente razão. O Brizola era um espírito impetuoso, um sujeito extremamente ousado, que se definia mais pela busca do conflito. Jango era um sujeito de ponderar, de pesar, de equilibrar. Ambos tinham razão. O Brizola tinha razão em querer que os poderes legítimos do Jango, em 1961, fossem atribuídos a ele, e o Jango tinha razão ao pensar: “Por essa via não vai, melhor conciliar”. Em 1961, a relação teve o primeiro estremecimento, tanto que Brizola nem foi à posse de Jango no dia 7 de setembro de 1961. Eles se estremeceram porque Brizola, cunhado de Jango, queria que ele fosse mais impetuoso, mais agressivo, mais radical e não aceitasse a solução parlamentarista. Mas esse episódio foi superado. Porém, ao longo do governo Jango, Brizola pressionou pela aceleração das reformas. Muitos acham até que isso contribuiu para a queda de Jango. Então, eles tiveram vários momentos de conflitos, de atritos, de estranhamentos, durante o próprio governo de Jango. Mas a ruptura entre eles aconteceu com o golpe. Eles tiveram uma reunião em Porto Alegre e, nessa reunião com o General Ladário Teles, nomeado Comandante do Terceiro Exército, o Brizola queria ser nomeado Ministro da Justiça, e queria que se organizasse uma resistência armada, porém o Jango não quis. Então, ali eles se estremeceram, e depois ficaram anos e anos no exílio sem qualquer tipo de contato, apesar de serem membros da mesma família. Pouco antes de o Jango morrer, em 1976, eles fizeram as pazes, o que solucionou uma situação que era insustentável, porque no fundo, um gostava do outro. Eles tinham objetivos comuns, tinham o mesmo partido (PTB), tinham uma mesma visão de mundo: a visão do Brizola era um pouco mais exacerbada, mas eles eram do mesmo campo. Eram amigos, cunhados, tinham o mesmo propósito, e se desencontraram pelo caminho, mas felizmente se reencontraram um pouco antes da morte de Jango. IHU On-Line - Como avalia esses três anos de governo Jango? Ele conseguiu desenvolver algumas de suas propostas? Valeu a pena ele ter evitado o golpe? Juremir Machado - Acho que valeu a pena. Ele evitou a guerra civil, ele assumiu como presidente do regime parlamentarista, e mais tarde, como era previsto na emenda condicional, se realizou o plebiscito em 6 de janeiro de 1963, e ele recuperou seus plenos poderes, e passou então há tentar aplicar aquilo que achava conveniente para o país. Naquela situação de Guerra Fria, de implantação do socialismo em Cuba, de alta influencia Americana nos países da América Latina, dos Estados Unidos financiando campanhas politicas no Brasil, infiltrando pessoas para ajudar a preparar um golpe, criava uma situação muito difícil. O Jango fez o que deveria ser feito. A conjuntura não era favorável a ele, e o golpe começou a ser preparado desde 1962 e, de certa maneira, desde 1961, quando os militares não conseguiram golpeá-los em 1961. Eles perceberam que deviam se organizar minuciosamente para, na primeira oportunidade, dar um golpe que realmente se efetivasse. O Jango não caiu por ter feito coisas erradas. O Jango caiu pelos acertos dele, porque ele queria mudar, modernizar, melhorar o país. O grande perigo que o Brasil tinha com o Jango, era de ficar muito melhor prematuramente, tirando parte dos incríveis privilégios que a classe dominante absolutamente minoritária tinha na época. IHU On-Line - Quais foram às razões que levaram à queda de Jango? Juremir Machado - O Jango caiu principalmente por causa da reforma agrária, quando propôs a reforma agrária depois do comício de 13 de março, na Central Brasil, e depois de enviar a mensagem ao Congresso, em 15 de março, propondo a reforma agrária e uma alteração na Constituição Federal, porque esse era o grande problema. A reforma agrária, até então, era feita com desapropriação de terras em dinheiro. O Jango, para poder fazer uma reforma agrária consequente, propôs a alteração da Constituição, que permitiria pagar com os papéis do governo, ou seja, não pagar a vista. E isso era terrível para os fazendeiros que não queriam perder suas terras ou então vendê-las caro, e com pagamento a vista. Jango foi visto além de tudo como um traidor, porque ele era um fazendeiro. A reforma agrária era tão importante num país com alta concentração de terra, que o próprio Getúlio Vargas, que fez toda legislação trabalhista, não atacou a questão da reforma agrária e nem levou a legislação trabalhista para o campo. Foi no governo Jango que, finalmente, se teve a coragem e determinação de propor de fato a reforma agrária. Quando ela caiu na mesa do Congresso, e quando se viu que era para acontecer, aí veio o golpe de 1964. IHU On-Line – É nesse sentido que o senhor diz que Jango foi um reformista no tempo errado? Juremir Machado – Sim. Ele queria fazer várias reformas: educacional, tributária, bancária. A reforma educacional começava por alterar o que era chamado de catedravitalisia, e era importante porque o Brasil tinha um índice de alfabetismo estonteante; de 70 bilhões de habitantes, apenas 70 mil pessoas estavam na universidade, e no máximo 2.400 pessoas em pós-graduação. Então, era um país de analfabetos, um país de pouquíssimas pessoas que podiam chegar à universidade, e precisava mudar esse cenário. Precisava criar universidades, alfabetizar as pessoas, colocar mais gente para estudar. E ele estava cercado de grandes conselheiros nesse sentido: Paulo Freire, Darci Ribeiro, Anísio Teixeira, Celso Furtado. As reformas dele iam a todos os sentidos, até mesmo de uma reforma imobiliária, porque havia muitos apartamentos vazios nas grandes cidades, os quais não eram alugados. E ele queria fazer um tipo de reforma que obrigasse a colocar esses imóveis à disposição das pessoas, porque muitas não tinham onde morar. IHU On-Line - Como foi construído o imaginário favorável ao golpe de 64? Juremir Machado - Aí entra a imprensa da época. Os Estados Unidos participaram de tudo desde 1962! Eles financiaram campanhas de políticos de oposição ao Jango, depositaram muito dinheiro em propagandas, e ganharam a adesão da mídia. A imprensa brasileira da época era totalmente golpista. Os jornais, O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, O Globo, O Dia, Jornal do Brasil, Tribuna da Imprensa ajudaram a depor o Jango, eles empurraram o Jango para o exílio, e são corresponsáveis com o que ocorreu com ele. Essa é a verdade. Uma mídia golpista, conservadora, reacionária e que ajudou a construir uma ideia de ameaça comunista, que seria acaçapante, que estaria ali na porta do país, e que era preciso impedir derrubando o Jango. IHU On-Line – A ameaça comunista não existia? Juremir Machado - A ameaça comunista existia, mas era muito tênue. Primeiro o Jango não era comunista, e não queria implantar um regime comunista no país. Havia sim pequenos grupos que gostariam de implantar o comunismo no Brasil. Mas eles não tinham força nem no Congresso nem na presidência da República, e não tinham como fazer isso. Alguns gostariam, mas eram só alguns grupos obviamente contestados pelo governo. Não tinha operando nenhum grupo guerrilheiro na época. Então, não tinha nenhuma guerrilha montada atuando no momento do golpe. As guerrilhas só começaram depois que a repressão se alastrou; ela surgiu como reação. IHU On-Line - Como era a relação pessoal de Jango com Getúlio Vargas? Juremir Machado - Jango foi o grande aliado e protegido de Getúlio. O Getúlio viu no Jango o talento político que não encontrou nos filhos dele. Ele não encontrou em seus filhos aquele que fosse capaz de dar continuidade ao seu projeto político. Então, quando ele foi ao exilio em São Borja, começou a conviver com Jango, e viu nele um futuro político, um sujeito carismático, fiel a ele. E então, Getúlio praticamente adotou Jango como herdeiro político, formou seu caráter, ensinou, e preparou Jango para a grande aventura política que acabou se consumando. Quando Getúlio voltou ao poder em 1951, acabou levando o jovem Jango para ser Ministro do Trabalho. Foi um período complicado, Jango passou a ser muito contestado pelos setores conservadores. Quando ele propôs o aumento do salário mínimo de 100%, acabou deflagrando um manifesto de coronéis e a resistência de todo mundo. Acabou até sendo demitido pelo Getúlio, que deu o aumento de 100%, porém o demitiu. Depois Jango passou a ser acusado de ser uma espécie de intermediário do Getúlio em uma negociação com a Argentina, com o Perón, para implantar uma república sindicalista peronista no Brasil. Armações todas da direita para tentar desclassificá-lo. O problema era que ele era bom, era bom de voto, e acabou sendo eleito vice-presidente da República com o Juscelino Kubitschek, vice-presidente da República com o Jânio e, no final, acabou sendo presidente da República, contrariando todo o horror que a direita tinha por ele. IHU On-Line – Ele também era acusado de ser comunista. Juremir Machado - Ele era chamado de comunista todo tempo, porém não tinha nada de comunista. Ele era um liberal, fazendeiro, católico. Ele foi uma daquelas pessoas, como o próprio Getúlio, que percebeu que o Brasil era muito desigual, e mesmo eles, que eram ricos, poderiam viver melhor se houvesse uma distribuição de renda, uma reforma no país. Eles poderiam continuar ricos, mas o Brasil poderia ser melhor, ou seja, não valia a pena ser rico daquela maneira. Então, essa sensibilidade social, própria do trabalhismo, foi uma sensibilidade muito forte que caracterizou esses personagens: Getúlio, Jango, Brizola, Fernando Ferrari, Alberto Pasqualini. Todos esses personagens disseram: “Nem deixar o país como ele está nem aderir a uma perspectiva comunista”, mas adotar uma situação intermediaria, ou seja, a adoção de uma política de melhorias, de reformas, uma política inspiradas nas próprias encíclicas papais do século 19, no desenvolvimento social da social democracia Inglesa, coisas assim, que no mundo em desenvolvimento eram absolutamente normais. IHU On-Line - O senhor apresenta o livro como uma obra de reconstrução e desconstrução para reconstruir o passado e desconstruir os mitos. Que aspectos da historiografia de Jango foram construídos e quais mitos foram desconstruídos? Juremir Machado - A primeira coisa é reconstruir a imagem de Jango. Ele tem sido apresentado por muitos historiadores e adversários como político hesitante, covarde, incompetente, corrupto, e a pesquisa nos permite mostrar que não foi nada disso. Ele era um homem de convicções, um homem de personalidade; ele não era um radical, ele era um moderado que pesava, que ponderava, que tinha suas ideias, que tomava decisões, não tinha nada de covarde. Mas ele não era evidentemente um sujeito de ir ao conflito simplesmente por apego ao poder. Então, a primeira coisa foi mostrar quem foi, de fato, o Jango, contrariando essa construção de seus opositores, de que ele seria um homem feito só de aspectos negativos. O segundo aspecto é mostrar que suas reformas eram consequentes e que podiam ser aplicadas trazendo benefícios para o país. E diante da participação maciça dos Estados Unidos no golpe, ele não tinha o que fazer, e só lhe restava se afastar; e foi o que aconteceu. O terceiro aspecto diz respeito ao enfoque da morte dele, a construção e desconstrução das suspeitas, e como isso se constituiu. É uma tentativa de mostrar, a partir dos dados, o que se pode realmente concluir sobre a morte dele. IHU On-Line - Quais as novidades em torno da morte de João Goulart? Juremir Machado - Gostaria de acreditar no assassinato, porque, de alguma maneira, é o que todos esperam, e seria uma espécie de catarse. Pensaríamos assim: “Essa ditadura cretina assassinou o Jango”. Seria uma maneira curiosa de reabilitá-lo, de mitificá-lo. Mas com base na minha pesquisa, não acredito que ele foi assassinado. Havia razões para isso, há indícios, motivos, mas o material examinado linha a linha não indica que ele tenha sido assassinado. É um material enorme e absolutamente contraditório, alicerçado em duas denúncias. Primeiro, na de um uruguaio chamado Henrique Dias, que fez suas denuncias na Justiça argentina e na uruguaia; ele perdeu nos dois casos, e ainda foi processado por calúnia e difamação, e condenado à prisão. Depois, ele ainda escreveu um livro sobre isso, que acabou tirado de circulação. Também tem o Mario Barreiro, um uruguaio que se diz agente secreto durante a ditadura, que agora está no Brasil em liberdade condicional. Ele retomou a história e afirma que ajudou a assassinar Jango, porém não apresenta nenhuma prova disso. O relato dele é tão cheio de contradições, que analisado linha a linha, não acredito. Por exemplo, ele diz em seus depoimentos que a ordem para matar o Jango partiu do Ernesto Geisel. Porém, Geisel estava em conflito com a linha dura do regime militar, que era capitaneada pelo General Sylvio Frota. Quem não queria a volta do Jango para o Brasil era o Sylvio Frota; e o Geisel se opunha ao Sylvio Frota. Se ele se opunha ao Frota, por que mandaria matar o Jango? Se o Sylvio Frota quisesse matar o Jango, eu ate entenderia, mais o Geisel não tem nenhum sentido. Depois são muitos os outros elementos contraditórios. Os indícios existentes são interessantes e deixam uma pulga atrás da orelha, porém, examinados um a um, eles não são tão fortes assim. Outro exemplo corriqueiro é o atestado de óbito de Jango. Falam que o atestado não aponta a causa de sua morte. Porém, eu fui pesquisar e encontrei o atestado de óbito do Jango, e está lá: infarto do miocárdio. Por que não se fala disso? Por que não se faz um esforço para dizer que ele morreu de infarto do miocárdio? Está lá escrito com a letra do médico que atendeu o Jango no dia de sua morte. Por que não se insiste? A meu ver, porque se quer enfatizar a ideia de assassinato. E dizer que foi infarto do miocárdio elimina um indício. E assim vai, esse é apenas um exemplo! IHU On-Line – E como foi a vida dele no exílio? Juremir Machado - O tempo dele no exílio foi muito ruim, porque ele queria voltar, porque sentia saudade. Ele ficou mais rico do que já era. Ele vivia bem, podia viajar, tinha família, amante, fazenda, negócios. Porém queria voltar para o Brasil. Ele tinha uma vida sedentária, não fazia exercícios, estava obeso, bebia, fumava, comia coisas muito gordurosas e estava sempre estressado. Os amigos dele começaram a serem assassinados pelas ditaduras implantadas no Uruguai, na Argentina, na Bolívia. Então, a situação era de profundo stress! Ele queria voltar, começou a fazer questão de voltar, pedindo para amigos servirem de intermediários com os militares brasileiros, porém, não estava autorizado a voltar. Ele estava pensando em uma retirara, quem sabe para a França ou para a Inglaterra, porque não havia mais clima na Argentina devido à ditadura. Possivelmente ele iria embora para a França ou Inglaterra onde viviam seus filhos. (Por Patricia Fachin)

GOVERNO FEDERAL VAI AJUDAR fFINANCEIRAMENTE MAIS OS MUNICÍPIOS

CFT aprova projeto que prevê ajuda da União aos Municípios A Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14) o projeto de lei 6020/2013, que prevê a ajuda financeira da União aos municípios brasileiros em 2013 e no ano de 2014. O relator da matéria foi o deputado Júlio César (PSD-PI), que conseguiu a aprovação do seu relatório por unanimidade. O projeto prevê o repasse pela União aos municípios do valor de 3 bilhões de reais em duas parcelas de 1,5 bilhão de reais cada. A primeira estava prevista para ser paga dia 15 de agosto deste ano e a outra no dia 15 de abril de 2014. “Mas com o atraso na tramitação do projeto, o pagamento da primeira parcela deve ficar para depois do dia 20 de agosto”, explicou Júlio César. O parlamentar pelo Piauí disse ainda que teve que usar o recurso regimental de inversão de pauta para permitir que o projeto fosse aprovado na sessão desta quarta-feira. O relator designado para apresentar o parecer, Claudio Puty (PT-PA), não compareceu à sessão. Com isso, após a inversão da pauta, Júlio César foi designado pelo presidente da Comissão, João Magalhães (PMDB-MG), para apresentar parecer oral e permitir a apreciação imediata da matéria. O valor a ser repassado aos municípios é uma promessa da presidente Dilma Rousseff feita aos prefeitos de todo o País durante a XVI Marcha dos Prefeitos a Brasília. O rateio do montante observará os coeficientes individuais do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), estabelecidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O projeto de lei tramita em regime de urgência e foi despachado além da CFT, para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). A proposição está sujeita à apreciação do plenário da Câmara Federal. “Provavelmente, próxima semana”, pontuou. Fonte: ASCOM

sábado, 24 de agosto de 2013

DITADURA MILITAR

Quartel da Polícia do Exército - centro de Tortura da ditadura Deu no Ancelmo Góis: O povo contra as torturas na Polícia do Exército Álvaro Caldas chega à Barão de Maesquita 21 ago 13.jpg Quando ele chegou ali há 40 anos, fora sequestrado por um grupo armado. Estava encapuzado, jogado no fundo de um carro, sem saber para onde estava sendo levado. Hoje de manhã, o jornalista Álvaro Caldas, ex-preso político, desembarcou do táxi na porta lateral do quartel do 1º Batalhão da Polícia do Exército, que abrigou na Tijuca, Rio, o DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações-Coordenação de Defesa Interna), um dos mais famigerados centros de tortura da ditadura pós-64. Como não sabia chegar lá, Caldas pegou o táxi na Praça Saens Pena. O DOI foi criado para unificar o combate àqueles que ousaram entrar para a luta armada contra a ditadura. Pelo DOI, passaram centenas de prisioneiros -- a maioria clandestinamente --, onde eram torturados. Entre os mortos ali estão pelo menos dois nomes da lista de 125 desaparecidos políticos -- Rubens Paiva e Mário Alves, que foi empalado com um cabo de vassoura. Então militante do PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário), uma dissidência do PCB, Álvaro Caldas era repórter especial do "Jornal do Brasil" foi um dos primeiros a dar nomes de seus torturadores num livro, "Tirando o capuz", publicado pela primeira vez em 1981. -- Sofri todo tipo de tortura no DOI-Codi, onde fui preso duas vezes. Na primeira vez fiquei 70 dias totalmente incomunicável e preso clandestinamente. Os cariocas não têm ideia do que passou aí dentro. Toda vez que passo aqui ainda dá medo -- contou Álvaro Caldas, em entrevista ao nosso blog. Se hoje Álvaro Caldas pode desembarcar de táxi na porta do que foi uma das mais violentas masmorras da ditadura, em 40 anos as coisas parecem ter mudado pouco para o Exército, no que se refere à memória política do país. Integrantes da Comissão estadual da Verdade foram recebidos pelo comandante do 1º BPE, tenente-coronel Luciano, que explicou que cumpre ordens de não abrir o quartel para visitação. As ordens são do Comando Militar do Leste, subordinado ao Exército.O presidente da Comissão, Wadih Damous, disse que está disposto a ir ao ministro da Defesa, Celso Amorim, convidá-lo para fazer uma visita à PE. A Comissão quer transformar o local num centro de memória da ditadura de 64. -- Essa proibição é ilegal e antidemocrática -- protestou Damous. O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), que esteve preso no DOI-Codi do Rio de 19 a 29 de julho de 1977, foi se unir ao grupo que queria entrar no quartel, dessa vez pela porta da frente. -- Este foi o centro de tortura mais sofisticado do país na década de 70 -- afirmou Ivan, que tomou conhecimento da visita por meio de nota publicada na coluna de Ancelmo Gois anteontem. -- Eu me emocionei ao ler a nota e fiz questão de vir -- lembra Ivan. Estiveram lá também grupos como Tortura Nunca Mais -- que desde 1985 luta pelo esclarecimento de crimes praticados por agentes da ditadura, que resultaram em 500 mortos e desaparecidos em todo o país. Também participaram do ato ex-presos políticos como Paulo Sérgio Paranhos, de 70 anos -- que esteve no DOI por três meses, em dezembro de 1969 -- e o ex-fuzileiro naval Emílio Cavalcanti, de 80 anos, que militou na Aliança Libertadora Nacional (ALN). Cavalcanti contou que bem antes de 64 o quartel da PE já era conhecido como um local de torturas. Ele lembra que em 1952 um amigo dele foi preso ali por participar de manifestações da campanha O Petróleo é Nosso, no governo Vargas. A pracinha que fica em frente à porta lateral do quartel da PE, na Rua Pinto de Figueiredo, parecia uma daquelas reuniões das mães da Praça de Maio, que lutam pelo esclarecimento dos desaparecimentos políticos na Argentina. Participaram jovens do Coletivo Memória, Verdade e Justiça -- entre os quais há grupos que se dedicam a caçar torturadores do regime militar -- fizeram um varal cujas bandeirinhas eram fotos e resumo da história de desaparecidos políticos, muitos deles presos pelo Exército. Ao final do ato, gritaram três vezes o nome do "camarada Mário Alves", seguido de "presente". Foram até a PE advogados de ex-presos políticos como Marcelo Cerqueira e Modesto da Silveira, baluartes da democracia quando era praticamente impossível denunciar as atrocidades do regime militar. Tanto Cerqueira como Modesto passaram pelo DOI-Codi como presos políticos. Cerqueira foi levado para lá em 1965. Modesto conta que ali foi "psicologicamente torturado", depois de ter sido sequestrado em 1968, logo depois do AI-5, o golpe dentro do golpe. Irônico, Cerqueira chegou a pedir "dá um choque elétrico aí", ao soldado que montava guarda na porta principal. A grande dificuldade daqueles advogados à época era conseguir comprovar que seus clientes estavam presos no DOI-Codi, onde o filho chorava e ninguém ouvia. Nem mesmo os vizinhos do prédio Esther e Elias, que fica em frente à Barão de Mesquita 425. No térreo funciona um cabeleireiro, onde a movimentação no quartel virou a conversa da hora. -- Moradores mais antigos do prédio contam que o quartel é assombrado pois bem depois do fim da ditadura ainda se ouvia gritos por lá à noite -- contou uma das cabeleireiras que, "por via das dúvidas" achou melhor não se identificar. CNV entram no quartel DOI-Codi 21 ago 13.jpg Integrantes da Comissão estadual da Verdade entram no quartel, onde foram recebidos pelo comandante por dez minutos http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2013/08/21/o-povo-contra-as-torturas-na-policia-do-exercito-507720.asp Vídeo http://oglobo.globo.com/videos/t/todos-os-videos/v/comissao-da-verdade-do-rio-e-o-antigo-doi-codi/2773243/

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

AGÊNCIA NACIONAL DE CUBA

Mensaje de Gerardo Hernández al cineasta Saúl Landau La Habana, 22 ago (AIN) El luchador antiterrorista Gerardo Hernández Nordelo, Héroe de la República de Cuba, envió un sentido mensaje a su amigo Saúl Landau, destacado cineasta y periodista estadounidense, quien enfrenta una grave enfermedad. Saúl visitó en varias ocasiones a Gerardo junto al actor Danny Glover. Por sus méritos e historia solidaria fue condecorado el pasado siete de agosto con la "Medalla de la Amistad", que a propuesta del Instituto Cubano de Amistad con los Pueblos otorga el Consejo de Estado. A continuación reproducimos el texto publicado hoy por el diario Granma: Es solo un viaje, Saúl, lo otro no es cierto (Para Saúl Landau, con admiración y cariño) No es cierto, Saúl, no lo repitas. Ya sé, otros también lo dicen, pero no es cierto. Hay dolor en la voz de Carmen cuando me responde el teléfono, pero no puede ser cierto. Me dirás que sí, que viejos amigos te han llamado y que otros han llegado desde lejos para verte, que tu propio cuerpo te lo dice a gritos, que han comenzado ya los homenajes... No importa, yo sé que no es cierto. ¿Cómo va a ser cierto, con tanta gente que te admira y te quiere? Adriana, cada vez que hablamos, me pide que vuelva a llamarte. (Y si eso no te dice mucho, es porque no sabes que ella defiende "como gata boca arriba" cada uno de nuestros minutos de teléfono). Todo el mundo le pregunta por ti, todo el mundo, pero saben que se trata solo de un viaje, que lo otro no es cierto. ¿Un viaje a dónde? No sé bien. En eso, como en la pelota, es muy difícil ponerse de acuerdo. Es un viaje del que muchos no regresan, pero tú sí, tú eres de los privilegiados. Estarás aquí cada vez que Danny me visite, y en Cuba cuando nos reunamos Los Cinco. Volverás siempre que sea leído alguno de tus libros, o visto tus documentales. ¿Cómo no vas a estar cuando alguien pregunte quién filmó esas imágenes de Fidel empujando el yipi atascado en el fango de aquel camino? ¿O tantas otras de cuando recorriste media Cuba con él, en el año 68? ¿Crees que podrás ausentarte cuando alguien vea "Que el verdadero terrorista, por favor, se ponga de pie" y por fin comprenda el caso de Los Cinco? Ni hablar de eso, compadre. Tú estarás siempre que se vea la entrevista con Salvador Allende, quizás la única o la más importante que le realizaran en inglés, y cuando alguien descubra esas imágenes aún inéditas de Fidel conversando en su casa con Harry Belafonte. Es solo un viaje, Saúl, lo otro no es cierto. Vendrás cuando alguien desee saber todo lo del carro-bomba que mató a Letelier y a Moffit en pleno corazón de Washington DC. Cuando se quiera entender lo de Chiapas, o lo de las maquiladoras. Cuando lean tus poemas, o tus siempre certeros artículos. Cuando mencionen tu Medalla de la Amistad, de Cuba, tu Bernardo O’Higgins, de Chile, tu Emmy, y tus otros tantos premios y condecoraciones. Vendrás siempre que yo cuente cómo tuve el privilegio de conocerte, de aprender contigo, de disfrutar tu sentido del humor, y cuando me pregunten a quién debo mi hermandad con Danny Glover. Estarás siempre con tu familia, con tus amigos, con tus alumnos. Claro que no es cierto, Saúl, yo sé que es solo un viaje. Lo que no sé es si entonces podremos comunicarnos, y por eso no quiero esperar a que partas para decírtelo: Gracias por todo, mi hermano, fue un honor compartir contigo. En nombre de Los Cinco, de nuestros familiares, y de tantos cubanos buenos: ¡Gracias! No te voy a negar que estamos tristes, pero a la vez nos alegra saber que en tu caso, cuando sea, será solo un viaje, porque tú supiste ganarte ese privilegio. Muy pronto volveré a llamarte, pero ya sabes, no me repitas lo otro, porque no es cierto, Saúl. No es cierto que vas a morirte. Gerardo Hernández Nordelo

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

CADE DENUNCIA CARTEL DE POSTOS DE GASOLINA EM SANTA MARIA

Nº do Processo: 08012.004573/2004-17 Documentos Disponíveis: Não visualizar. Partes Auto Posto Central Dutra Auto Posto Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul Pedro Maffini e Filhos Posto Bambino Posto Ferrari Posto Nota Dez Posto Shell-Plaza Postos Santa Lúcia Parecer(es) Parecer ProCADE Abrir Parecer MPF Abrir Parecer SDE Abrir Relatório(s) Ricardo Machado Ruiz Abrir Votos Ricardo Machado Ruiz Abrir Acórdão Nenhum encontrado Outros Documentos Oficio Abrir Oficio Abrir Oficio Abrir Oficio Abrir Oficio Abrir Oficio Abrir Oficio Abrir Oficio Abrir Oficio Abrir Oficio Abrir Oficio Abrir Despacho Abrir Digitalização Parte 1 Abrir Tipo de Processo:Processo Administrativo - Lei 8884/1994 Conselheiro Relator: Ricardo Machado Ruiz Mercado:Combustíveis Recebimento do Original no CADE: 4/1/2010 0:00:00 Orgão Formalizador :Secretaria de Direito Econômico Data da Formalização :11/06/2004 Recebimento da Cópia no CADE: Operação:Ofício encaminhando cópia do Inquérito Civil nº 26/02 pelo CADE à SDE que investigou prática de cartel no mercado de revenda de combustíveis da cidade de Santa Maria/RS. Representantes: Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul Advogados Representadas: Postos Santa Lúcia Dutra Auto Posto Posto Bambino Posto Ferrari Posto Shell-Plaza Pedro Maffini e Filhos Posto Nota Dez Auto Posto Central Advogados Requerentes:: Nenhum encontrado Advogados Trâmite/Fases: 6/1/2010 0:00:00 4:51:02 PM Encaminhamento dos Autos PROT DIAP 20/1/2010 0:00:00 10:00 Para Distribuição PROT DIAP 21/1/2010 0:00:00 5:40:57 PM Encaminhamento dos Autos DIAP GAB/CONS5 22/1/2010 0:00:00 16:49 Autos originais DIAP GAB/CONS5 25/1/2010 0:00:00 5:07:28 PM Encaminhamento dos Autos GAB/CONS5 PROC 25/1/2010 0:00:00 18:38 Aguardando pronunciamento da ProCADE GAB/CONS5 PROC 22/9/2010 0:00:00 11:18:36 Encaminhamento dos Autos PROC GAB/CONS5 22/9/2010 0:00:00 15:00 Concluso ao Conselheiro Relator PROC GAB/CONS5 23/9/2010 0:00:00 10:26:00 Encaminhamento dos Autos GAB/CONS5 MPF 23/9/2010 0:00:00 10:44 Aguardando pronunciamento do Mini. Público Federal GAB/CONS5 MPF 07 volumes 18/2/2011 0:00:00 10:32:55 Encaminhamento dos Autos MPF GAB/CONS5 07 volumes 18/2/2011 0:00:00 14:56 Concluso ao Conselheiro Relator MPF GAB/CONS5 31/8/2011 0:00:00 17:09:52 Encaminhamento dos Autos GAB/CONS5 MPF 1/9/2011 0:00:00 10:04 Aguardando pronunciamento do Mini. Público Federal GAB/CONS5 MPF 22/11/2011 0:00:00 13:06:31 Encaminhamento dos Autos MPF GAB/CONS5 7/12/2011 0:00:00 14:00 Pedido Pauta de Julgamento MPF GAB/CONS5 soj 506 14/12/2011 0:00:00 10:00 Retirado de Pauta MPF GAB/CONS5 retirado da soj 506 15/5/2012 0:00:00 17:00 Pedido Pauta de Julgamento MPF GAB/CONS5 Pautado para a 515° soj 22/5/2012 0:00:00 17:00 Retirado de Pauta MPF GAB/CONS5 retirado da 515° soj 5/6/2012 0:00:00 10:30:50 Encaminhamento dos Autos GAB/CONS5 PROT 5/6/2012 0:00:00 15:47 Abertura de volume GAB/CONS5 PROT 5/6/2012 0:00:00 15:48:06 Encaminhamento dos Autos PROT GAB/CONS5 24/7/2012 0:00:00 15:57:36 Encaminhamento dos Autos GAB/CONS5 PROT 25/7/2012 0:00:00 16:19 Abertura de volume GAB/CONS5 PROT 25/7/2012 0:00:00 16:20:07 Encaminhamento dos Autos PROT GAB/CONS5 (6º e 7º vols) 23/4/2013 0:00:00 17:08:30 Encaminhamento dos Autos GAB/CONS5 PROT 24/4/2013 0:00:00 09:32 Abertura de volume GAB/CONS5 PROT 24/4/2013 0:00:00 09:41:30 Encaminhamento dos Autos PROT GAB/CONS5 3/7/2013 0:00:00 12:10:27 Encaminhamento dos Autos GAB/CONS5 SEAP 5/7/2013 0:00:00 15:30 Aguardando Prazo Recursal GAB/CONS5 SEAP 15/7/2013 0:00:00 17:35:16 Encaminhamento dos Autos SEAP GAB/CONS5 17/7/2013 0:00:00 17:34:36 Encaminhamento dos Autos GAB/CONS5 PROC 18/7/2013 9:37:00 09:36:34 Aguardando pronunciamento da ProCADE GAB/CONS5 PROC Julgamento: Dt. Pauta Julgamento: 19/6/2013 0:00:00 Dt. Public. da Pauta Julgamento no DOU: 13/6/2013 0:00:00 Dt. Sessão Julgamento: 19/6/2013 0:00:00 Número da Sessão: 24 Tipo de Sessão: SO Dt. Public. da Ata de Julgamento no DOU: 25/6/2013 0:00:00 Dt. Public. do Acórdão: Síntese da Decisão no Plenário: O Plenário, por unanimidade, determinou o arquivamento do Processo Administrativo em relação ao Representado Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes - SULPETRO, bem como, em virtude da prática das infrações tipificadas no artigo 20, incisos I e III c/c artigo 21, incisos I, II e XXIV, ambos da Lei nº 8.884/94, a condenação dos Representados Miotti e Lima Ltda. - Auto Posto Central, Padre Réus Comércio de Combustíveis Ltda. - Posto Nota Dez, Pedro Maffini e Filhos, Dutra Auto Posto Ltda. - Dutra Auto Posto, Santa Lúcia Comércio e Pavimentações Ltda. - Postos Santa Lúcia, Volmar Peixoto e Cia. Ltda. – Posto Plaza, JN Comércio de Combustíveis Ltda. – Posto Ferrari, Comercial de Combustíveis Santo Amaro Ltda. – Posto Bambino, Arlindo dos Santos Dutra, Ivo Santa Lúcia, João Cleonir Moraes Saldanha, Jorge Humberto Vasques Miotti, Valnir José Dutra da Silva, Volmar Rosa Peixoto e Irineu João Barichello, e condenou-os ao pagamento de multa, que deverão ser pagas no prazo de 30 (trinta) dias a partir da publicação desta decisão, nos seguintes termos: (i) Miotti e Lima Ltda. - Auto Posto Central: R$ 533.729,65 (quinhentos e trinta e três mil, setecentos e vinte e nove reais e sessenta e cinco centavos); (ii) Padre Réus Comércio de Combustíveis Ltda. - Posto Nota Dez: R$ 1.073.236,23 (um milhão, setenta e três mil, duzentos e trinta e seis reais e vinte e três centavos); (iii) Pedro Maffini e Filhos: R$ 987.094,56 (novecentos e oitenta e sete mil, noventa e quatro reais e cinquenta e seis centavos); (iv) Dutra Auto Posto Ltda. - Dutra Auto Posto: R$ 3.947.744,31 (três milhões, novecentos e quarenta e sete mil, setecentos e quarenta e quatro reais e trinta e um centavos); (v) Santa Lúcia Comércio e Pavimentações Ltda. - Postos Santa Lúcia: R$ 6.730.531,30 (seis milhões, setecentos e trinta mil, quinhentos e trinta e um reais e trinta centavos), (vi) Volmar Peixoto e Cia. Ltda. – Posto Plaza: 1.000.000 UFIR, equivalente a R$ 1.064.100,00 (um milhão, sessenta e quatro mil e cem reais); (vii) JN Comércio de Combustíveis Ltda. – Posto Ferrari: 1.000.000 UFIR, equivalente a R$ 1.064.100,00 (um milhão, sessenta e quatro mil e cem reais); (viii) Comercial de Combustíveis Santo Amaro Ltda. – Posto Bambino: 1.000.000 UFIR, equivalente a R$ 1.064.100,00 (um milhão, sessenta e quatro mil e cem reais); (ix) Arlindo dos Santos Dutra: R$ 148.064,18 (cento e quarenta e oito mil, sessenta e quatro reais e dezoito centavos); (x) Ivo Santa Lúcia: R$ 1.009.579,70 (um milhão, nove mil, quinhentos e setenta e nove reais e setenta centavos); (xi) João Cleonir Moraes Saldanha: R$ 182.450,16 (cento e oitenta e dois mil, quatrocentos e cinquenta reais e dezesseis centavos); (xii) Jorge Humberto Vasques Miotti: R$ 90.734,04 (noventa mil, setecentos e trinta e quatro reais e quatro centavos); (xiii) Valnir José Dutra da Silva: R$ 592.161,65 (quinhentos e noventa e dois mil, cento e sessenta e um reais e sessenta e cinco centavos); (xiv) Volmar Rosa Peixoto: 150.000 UFIR, equivalente a R$ 159.615,00 (cento e cinquenta e nove mil, seiscentos e quinze reais) e (xv) Irineu João Barichello: 300.000 UFIR, equivalente a R$ 319.230,00 (trezentos e dezenove mil, duzentos e trinta reais). No tocante ao Representado Irineu João Barichello, em face do seu falecimento, o Plenário determinou a extinção de sua punibilidade. O Plenário determinou ainda a remessa desta decisão ao Ministério Público Estadual do Estado do Rio Grande do Sul e ao Tribunal de Justiça/RS, tudo nos termos do voto do Conselheiro Relator.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

PLEBISCITO DE SÃO JOSÉ DA PORTEIRINHA, QUAL A POSIÇÃO DO PMDB? JÁ QUE O PT e PDT SÃO FAVORÁVEIS

Mais uma vez o PMDB está traindo seus parceiros. Vocês lembram da campanha presidencial? Que o PMDB indicou o vice-presidente Michel Temer na chapa da Presidente Dilma(PT). E no RS e em Dilermando de Aguiar, eles apoiaram José Serra(PSDB. Agora tem o plebiscito de criação do Distrito de São José da Porteirinha, onde é uma proposta de governo que o PMDB, tem o vice-prefeito Claiton Sauzem Ilha e vários cargos na Administração Municipal, onde o PT e PDT são favoráveis e estão trabalhando pela criação do distrito e mais uma vez o PMDB traiu, e que se constata pela posição do vice-prefeito e do Vereador Elio Rocha. Isso tem nome é traição!